Quinta-feira, 8 de Outubro de 2026

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Sociedade

Moçambique. Apelos à paz e reconciliação nas…

'Embaixadores da Misericórdia' na Comunidade São Francisco de Assis


Que os líderes se deixem levar pelo espírito de paz e reconciliação, não sejam egoístas mas pensensem nas consequências que algumas atitudes podem criar para a sociedade e para o mundo, e que nossos jovens não se deixem enganar pela ganância de quem quer que queira recrutá-los ou aliciá-los, é o apelo de Mupacho Jonasse Félix, Animador da Comunidade São Francisco de Assis, em Lichinga (norte de Moçambique), por ocasião das celebrações do santo Padroeiro.

P. Bernardo Suate – Cidade do Vaticano

Mupacho Jonasse, leigo responsável (“Animador”) da Comunidade São Francisco de Assis, falava por ocasião das celebrações do “Santo de Assis” e Padroeiro daquela Comunidade, no domingo 4 de outubro, também Dia da Paz em Moçambique, em comemoração ao Acordo Geral de Paz assinado em 1992, para pôr fim ao longo conflito entre o partido no governo e o movimento de resistência nacional.

Celebração da Eucaristia na festa do Padroeiro (Diocese de Lichinga (Moçambique))

Francisco, homem de reconciliação e paz

“São Francisco de Assis foi, no seu tempo, homem de reconciliação e paz e, para nós, é fonte de inspiração para quaisquer iniciativas que levem ao diálogo, à superação de conflitos, à fraternidade universal, à comunhão entre povos e culturas”, sublinhou Mupacha aos microfones da Rádio Vaticano, exortando a fortificar a vivência da paz no mundo em que vivemos, marcado por conflitos aparentemente locais e distantes mas que acabam sendo globais.

E temos o caso da Província de Cabo Delgado (norte de Moçambique), observou o “Animador”, às voltas com o terrorismo desde 2017: “vemos irmãs e irmãos nossos se deslocando de suas terras de origem, perdendo seus bens, vendo os familiares mortos, e não só isso, alguns até nem sabem onde os pais estão, ou o irmão, a mãe, e agora vivem dependentes da caridade de terceiros”, lamentou o oficial.

A Comunidade São Francisco de Assis, ligada à Paróquia Catedral na diocese de Lichinga, tem buscado levar uma mensagem de esperança a esses irmãos deslocados, e também criar movimentos de solidariedade, com apoio em alimentação e vestuário, no espírito do nosso Padroeiro, explicou Mupacha.

‘Embaixadores da Misericórdia’ para uma proximidade efectiva

Isso, de fato, faz parte das iniciativas da Comunidade que, para consolidar a vivência do espírito de Francisco, lançou recentemente o movimento “Obras de Misericórdia” que, no momento, já conta com cem (100) ‘embaixadores’ da Comunidade que, no dia a dia, tornam efetivas as 14 Obras de Misericórdia. “Esse movimento, junto com outros membros da Comunidade São Francisco de Assis, tem se unido para realizar essas atividades durante todo o ano, e não apenas no período de festividades”, assegura Mupacha Jonasse.

'Embaixadores da Misericórdia' na Comunidade São Francisco de Assis

‘Embaixadores da Misericórdia’ na Comunidade São Francisco de Assis

E, mais particularmente, sobre as celebrações do Padroeiro, Mupacha falou da novena com meditações sobre a mensagem de Francisco que precedeu os festejos, bem como obras de misericórdia especificas (incluindo visitas aos doentes nos hospitais, às viúvas e pobres em geral), procissões com a imagem do Santo, momentos de reflexão, liturgia solene e confraternização.

Com os jovens pela paz, sempre atentos às falsas promessas

Outra atividade que envolve a Comunidade inteira, disse ao final o Animador, é a promoção da mensagem (de diálogo, paz e reconciliação) do Padroeiro e sua devoção. São, neste sentido, fundamentais – explicou Mupacho Jonasse – os encontros e tantas outras iniciativas de promoção da paz juntamente com a Comunidade Santo Egídio e, sobretudo com o envolvimento de numerosos jovens (e não só os católicos da Comunidade), para torneios de futebol pela paz e tantas atividades culturais (teatro, canto, poesias …), tudo à volta do tema da paz e focalizando no carisma de Francisco.

A terminar, uma mensagem pensando nos líderes do mundo em geral, tantas vezes na origem de conflitos com consequências globais, mas também nos jovens em Moçambique, não raras vezes vítimas fáceis de quem os alicia ou quer recrutar para a violência: “sejam cautelosos, advertiu Mupacho, não se deixem enganar por falsas promessas, sejam antes construtores de um País em paz, onde as pessoas circulam e vivem em paz normalmente”.

Núncio Apostólico em Moçambique, Dom Luis Miguel M. Cárdaba, e o Bispo de Lichinga, Dom Atanásio A. Canira, visitam a Comunidade São Francisco de Assis

Núncio Apostólico em Moçambique, Dom Luis Miguel M. Cárdaba, e o Bispo de Lichinga, Dom Atanásio A. Canira, visitam a Comunidade São Francisco de Assis

Oiça aqui a entrevista integral com Mupacho Jonasse Félix

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Que os líderes se deixem levar pelo espírito de paz e reconciliação, não sejam egoístas mas pensensem nas consequências que algumas atitudes podem criar para a sociedade e para o mundo, e que nossos jovens não se deixem enganar pela ganância de quem quer que queira recrutá-los ou aliciá-los, é o apelo de Mupacho Jonasse Félix, Animador da Comunidade São Francisco de Assis, em Lichinga (norte de Moçambique), por ocasião das celebrações do santo Padroeiro.

P. Bernardo Suate – Cidade do Vaticano

Mupacho Jonasse, leigo responsável (“Animador”) da Comunidade São Francisco de Assis, falava por ocasião das celebrações do “Santo de Assis” e Padroeiro daquela Comunidade, no domingo 4 de outubro, também Dia da Paz em Moçambique, em comemoração ao Acordo Geral de Paz assinado em 1992, para pôr fim ao longo conflito entre o partido no governo e o movimento de resistência nacional.

Celebração da Eucaristia na festa do Padroeiro (Diocese de Lichinga (Moçambique))

Francisco, homem de reconciliação e paz

“São Francisco de Assis foi, no seu tempo, homem de reconciliação e paz e, para nós, é fonte de inspiração para quaisquer iniciativas que levem ao diálogo, à superação de conflitos, à fraternidade universal, à comunhão entre povos e culturas”, sublinhou Mupacha aos microfones da Rádio Vaticano, exortando a fortificar a vivência da paz no mundo em que vivemos, marcado por conflitos aparentemente locais e distantes mas que acabam sendo globais.

E temos o caso da Província de Cabo Delgado (norte de Moçambique), observou o “Animador”, às voltas com o terrorismo desde 2017: “vemos irmãs e irmãos nossos se deslocando de suas terras de origem, perdendo seus bens, vendo os familiares mortos, e não só isso, alguns até nem sabem onde os pais estão, ou o irmão, a mãe, e agora vivem dependentes da caridade de terceiros”, lamentou o oficial.

A Comunidade São Francisco de Assis, ligada à Paróquia Catedral na diocese de Lichinga, tem buscado levar uma mensagem de esperança a esses irmãos deslocados, e também criar movimentos de solidariedade, com apoio em alimentação e vestuário, no espírito do nosso Padroeiro, explicou Mupacha.

‘Embaixadores da Misericórdia’ para uma proximidade efectiva

Isso, de fato, faz parte das iniciativas da Comunidade que, para consolidar a vivência do espírito de Francisco, lançou recentemente o movimento “Obras de Misericórdia” que, no momento, já conta com cem (100) ‘embaixadores’ da Comunidade que, no dia a dia, tornam efetivas as 14 Obras de Misericórdia. “Esse movimento, junto com outros membros da Comunidade São Francisco de Assis, tem se unido para realizar essas atividades durante todo o ano, e não apenas no período de festividades”, assegura Mupacha Jonasse.

'Embaixadores da Misericórdia' na Comunidade São Francisco de Assis

‘Embaixadores da Misericórdia’ na Comunidade São Francisco de Assis

E, mais particularmente, sobre as celebrações do Padroeiro, Mupacha falou da novena com meditações sobre a mensagem de Francisco que precedeu os festejos, bem como obras de misericórdia especificas (incluindo visitas aos doentes nos hospitais, às viúvas e pobres em geral), procissões com a imagem do Santo, momentos de reflexão, liturgia solene e confraternização.

Com os jovens pela paz, sempre atentos às falsas promessas

Outra atividade que envolve a Comunidade inteira, disse ao final o Animador, é a promoção da mensagem (de diálogo, paz e reconciliação) do Padroeiro e sua devoção. São, neste sentido, fundamentais – explicou Mupacho Jonasse – os encontros e tantas outras iniciativas de promoção da paz juntamente com a Comunidade Santo Egídio e, sobretudo com o envolvimento de numerosos jovens (e não só os católicos da Comunidade), para torneios de futebol pela paz e tantas atividades culturais (teatro, canto, poesias …), tudo à volta do tema da paz e focalizando no carisma de Francisco.

A terminar, uma mensagem pensando nos líderes do mundo em geral, tantas vezes na origem de conflitos com consequências globais, mas também nos jovens em Moçambique, não raras vezes vítimas fáceis de quem os alicia ou quer recrutar para a violência: “sejam cautelosos, advertiu Mupacho, não se deixem enganar por falsas promessas, sejam antes construtores de um País em paz, onde as pessoas circulam e vivem em paz normalmente”.

Núncio Apostólico em Moçambique, Dom Luis Miguel M. Cárdaba, e o Bispo de Lichinga, Dom Atanásio A. Canira, visitam a Comunidade São Francisco de Assis

Núncio Apostólico em Moçambique, Dom Luis Miguel M. Cárdaba, e o Bispo de Lichinga, Dom Atanásio A. Canira, visitam a Comunidade São Francisco de Assis

Oiça aqui a entrevista integral com Mupacho Jonasse Félix

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