O Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) alerta que sectores estratégicos como energia, transportes, saúde e finanças devem acelerar a criação de equipas de resposta para garantir a resiliência e continuidade dos seus serviços.
O apelo surge num momento em que as tecnologias de informação e comunicação passam por uma das maiores evoluções de sempre, o que aumenta também o recrudescimento da pirataria informática.
“A protecção das infraestruturas críticas de informação, abrangendo sectores-chave, é vital para o funcionamento ininterrupto dos serviços essenciais à sociedade e à economia no nosso país. Por isso, exortamos as entidades responsáveis pela gestão dessas infraestruturas à criação, com brevidade, de equipas institucionais de resposta a incidentes cibernéticos”, afirmou o INTIC.

O alerta foi feito durante a abertura da Semana Internacional de Segurança Cibernética de Moçambique, evento que decorre em Maputo ao longo de quatro dias. A iniciativa reúne instituições públicas e privadas, especialistas, académicos e representantes da sociedade civil para debater e capacitar o ecossistema digital do país.
O programa inclui a segunda reunião das equipas de resposta a incidentes de segurança cibernética e formação especializada para técnicos da função pública.

“Vamos abordar temas como geopolítica e ciberdiplomacia, porque a segurança cibernética ultrapassa as fronteiras geopolíticas. Também será discutida a inteligência artificial”, adiantou um dos organizadores.
Durante a cerimónia de abertura, foi assinado um acordo entre o INTIC e a Agência de Segurança Cibernética do Togo, reforçando a cooperação internacional no combate às ameaças digitais.






