Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026

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ICM levanta suspensão da importação de arroz pela África Indústria

Instituto de Cereais de Moçambique autoriza retoma das operações da empresa após regularização das irregularidades identificadas no processo de importação. Suspensão da Companhia Industrial da Matola mantém-se em vigor.

O Instituto de Cereais de Moçambique, IP (ICM), levantou a suspensão das operações de importação de arroz da África Indústria, Lda., após a empresa regularizar as irregularidades identificadas no respectivo processo de importação. A decisão, anunciada esta quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, em Maputo, permite à empresa retomar as importações, mediante a apresentação dos pedidos ao ICM e o cumprimento dos procedimentos legalmente estabelecidos.

De acordo com um comunicado de imprensa do ICM, a autorização resulta da regularização das situações que estiveram na origem da suspensão, permitindo à empresa voltar a importar arroz nos termos da legislação aplicável.

Companhia Industrial da Matola continua suspensa

Em contrapartida, a suspensão das operações de importação da Companhia Industrial da Matola, SA (CIM) mantém-se em vigor até à regularização das situações que motivaram a medida.

O ICM não avançou, no comunicado, detalhes sobre a natureza das irregularidades atribuídas à CIM, nem indicou um prazo para o eventual levantamento da suspensão.

A manutenção da medida significa que a empresa continua sujeita às restrições anteriormente anunciadas, até que sejam satisfeitas as exigências previstas no quadro legal aplicável.

Importação de arroz e trigo sujeita às regras em vigor

No comunicado, o Instituto de Cereais de Moçambique reafirma o compromisso com a legalidade, a transparência dos procedimentos e a organização do mercado nacional, sublinhando que a importação de arroz e trigo deve obedecer aos mecanismos estabelecidos pela legislação.

A instituição destaca, neste âmbito, o Diploma Ministerial n.º 132/2025, de 31 de Dezembro, e o Diploma Ministerial n.º 31/2026, de 24 de Abril, como instrumentos normativos aplicáveis ao processo de importação destes cereais.

O ICM não detalhou as disposições específicas dos diplomas invocados, nem apresentou informações adicionais sobre os mecanismos de fiscalização adoptados nos casos em referência.

Impacto no abastecimento e no mercado nacional

O levantamento da suspensão da África Indústria permite à empresa voltar a apresentar pedidos de importação de arroz, o que poderá contribuir para a continuidade das suas operações comerciais. Contudo, o comunicado não apresenta dados sobre os volumes de arroz envolvidos, os prazos de importação, os preços ou os efeitos imediatos da decisão sobre o abastecimento e os consumidores.

A manutenção da suspensão da CIM, por sua vez, significa que a empresa continua impedida de retomar as operações abrangidas pela medida, até à regularização das situações identificadas.

Num mercado em que o arroz e o trigo constituem produtos relevantes para o consumo e a actividade económica, o cumprimento das regras de importação é um elemento importante para a fiscalização do sector. Ainda assim, não existem, no comunicado, elementos suficientes para determinar os efeitos concretos destas decisões sobre os preços, a concorrência ou a disponibilidade dos produtos no mercado nacional.

ICM reafirma compromisso com a legalidade

Ao anunciar o levantamento parcial das suspensões, o Instituto de Cereais de Moçambique reitera a necessidade de cumprimento dos procedimentos legais por parte dos operadores económicos envolvidos na importação de cereais.

A decisão relativa à África Indústria demonstra que a suspensão pode ser levantada após a regularização das irregularidades identificadas, enquanto o caso da Companhia Industrial da Matola permanece pendente de regularização, segundo a informação divulgada pela instituição.

O comunicado foi emitido em Maputo, a 21 de Outubro de 2026, pela Direcção-Geral do Instituto de Cereais de Moçambique, IP.

Fonte: Instituto de Cereais de Moçambique, IP (ICM), comunicado de imprensa de 21 de Outubro de 2026.

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