MARIANO MUCUEIA
AS poucas empresas que operam em vários domínios da economia na província da Zambézia estão a sucumbir, uma por uma, devido a vários factores, entre os quais, as dívidas acumuladas e não pagas pelo Estado, elevada carga fiscal, inacessibilidade do crédito, e corrupção nos concursos públicos. Esta afirmação foi feita há dias numa entrevista concedida pelo presidente do Conselho Empresarial da Zambézia (CEPZ), Carlos Joaquim. Na conversa referiu que todos estes factos minam o ambiente de negócios, degradam o tecido empresarial e aumentam a pobreza, tendo em conta o despedimento de trabalhadores, que as empresas não consequem mantê-los.
Carlos Joaquim disse ainda que a província da Zambézia tem imensos recursos naturais, nomeadamente, condições agro-ecológica para uma agricultura verdadeiramente empresarial, minerais, pescado, turismo e outros, mas a corrupção estraga tudo, visto que as elites políticas e empresários estrangeiros abocanham todas as oportunidades. Não poupou crítica ao sector bancário, que na sua opinião, funciona como agiota. Para ele, os bancos não se podem focar exclusivamente no lucro. Devem financiar o desenvolvimento.
Na entrevista abordou também a situação da rede viária, o estado moribundo do Porto de Quelimane, o esquecimento, pelo governo central, do Corredor de Desenvolvimento da Zambézia (CODIZA), Zona Franca de Macuse e o respectivo Porto de Àguas Profundas, entre outros projectos estruturantes da economia desenhados na Zambézia, que nunca saíram do papel. Deseguida passamos parte da entrevsita que Carlos Joaquim(CJ) concedeu ao Notícias(Not).
Not- Como está a saúde do sector privado na Zambézia?C.J– O ambiente de negócios é muito mau; as empresas estão a fechar as portas e a despedir trabalhadores, o que agudiza a pobreza e miséria para milhares de famílias.
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