Dom Luís Miguel Muñoz Cárdaba, Núncio Apostólico em Moçambique, falando na quarta-feira, 30 de setembro, numa palestra sobre a “Inteligência Artificial e Dignidade Humana à luz da Encíclica Magnífica Humanitas”, organizada pela Universidade Católica de Moçambique (UCM) – Extensão de Maputo, reafirmou a necessidade de aprofundar a investigação sobre a IA e discernimento moral. O evento foi promovido no âmbito da visita do Núncio àquela unidade orgânica da UCM em Maputo.
Rogério Maduca – Beira
Durante a palestra, Dom Luís Miguel elencou 10 afirmações fundamentais que no seu entendimento, são alicerces para entender os desafios da Inteligência Artificial na atualidade. Segundo o Núncio, sabe-se muito pouco sobre o funcionamento efetivo da IA e dos algoritmos, por isso, defendeu ser urgente o aprofundamento da pesquisa científica sobre a ferramenta e um exercício de discernimento moral.
Outro aspecto considerado essencial na reflexão do Núncio, é o colonialismo digital, visto que o poder tecnológico está concentrado em poucos indivíduos. Para o representante do Papa em Moçambique, essa situação aumenta o risco de um desenvolvimento distorcido que gera novas dependências, exclusões, manipulações e desigualdades.
Em um contexto de guerras, a inteligência artificial pode reforçar a defesa e proteção de civis, reconhece Dom Luís, mas alerta que, essa mesma ferramenta pode facilitar o uso da força e tornar responsabilidades menos claras. Por isso mesmo, o prelado ressalta que, o uso da IA no campo bélico deve estar sujeito a um compromisso ético, no respeito à dignidade humana, pois não é lícito confiar a sistemas artificiais decisões letais.
Reitor da UCM, Doutor Padre Filipe Sungo
Membros de direcção da Universidade Católica de Moçambique, docentes e estudantes, foram os participantes do evento. Na ocasião, o Reitor da UCM, Professor Doutor Padre Filipe Sungo falou da pertinência do tema, principalmente o seu carácter actual, um assunto que deixou de ser uma promessa distante, pois está presente no nosso quotidiano, incluindo na academia.
Ouça qui a reportagem e compartilhe
Obrigado por ler este artigo. Se você quiser se manter atualizado, assine nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.
Dom Luís Miguel Muñoz Cárdaba, Núncio Apostólico em Moçambique, falando na quarta-feira, 30 de setembro, numa palestra sobre a “Inteligência Artificial e Dignidade Humana à luz da Encíclica Magnífica Humanitas”, organizada pela Universidade Católica de Moçambique (UCM) – Extensão de Maputo, reafirmou a necessidade de aprofundar a investigação sobre a IA e discernimento moral. O evento foi promovido no âmbito da visita do Núncio àquela unidade orgânica da UCM em Maputo.
Rogério Maduca – Beira
Durante a palestra, Dom Luís Miguel elencou 10 afirmações fundamentais que no seu entendimento, são alicerces para entender os desafios da Inteligência Artificial na atualidade. Segundo o Núncio, sabe-se muito pouco sobre o funcionamento efetivo da IA e dos algoritmos, por isso, defendeu ser urgente o aprofundamento da pesquisa científica sobre a ferramenta e um exercício de discernimento moral.
Outro aspecto considerado essencial na reflexão do Núncio, é o colonialismo digital, visto que o poder tecnológico está concentrado em poucos indivíduos. Para o representante do Papa em Moçambique, essa situação aumenta o risco de um desenvolvimento distorcido que gera novas dependências, exclusões, manipulações e desigualdades.
Em um contexto de guerras, a inteligência artificial pode reforçar a defesa e proteção de civis, reconhece Dom Luís, mas alerta que, essa mesma ferramenta pode facilitar o uso da força e tornar responsabilidades menos claras. Por isso mesmo, o prelado ressalta que, o uso da IA no campo bélico deve estar sujeito a um compromisso ético, no respeito à dignidade humana, pois não é lícito confiar a sistemas artificiais decisões letais.
Reitor da UCM, Doutor Padre Filipe Sungo
Membros de direcção da Universidade Católica de Moçambique, docentes e estudantes, foram os participantes do evento. Na ocasião, o Reitor da UCM, Professor Doutor Padre Filipe Sungo falou da pertinência do tema, principalmente o seu carácter actual, um assunto que deixou de ser uma promessa distante, pois está presente no nosso quotidiano, incluindo na academia.
Ouça qui a reportagem e compartilhe
Obrigado por ler este artigo. Se você quiser se manter atualizado, assine nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.

