Desmobilizados da RENAMO acusam Ossufo Momade de travar Congresso Extraordinário

Membros desmobilizados da RENAMO denunciaram alegadas manobras dilatórias por parte do presidente do partido, Ossufo Momade, visando impedir a realização do congresso extraordinário exigido por diferentes sectores internos da formação política.

Segundo os desmobilizados, existe crescente insatisfação entre antigos guerrilheiros e membros da organização, que acusam a actual liderança de prolongar a permanência no poder através de sucessivos adiamentos e justificações consideradas pouco convincentes.

Desmobilizados falam em “estratégia para continuar agarrado ao poder”

Os críticos de Ossufo Momade afirmam que o líder da oposição estaria a criar obstáculos internos para inviabilizar a realização do congresso extraordinário, evento que vários membros consideram fundamental para redefinir a direcção política da RENAMO.

De acordo com os denunciantes, Momade estaria igualmente a recorrer a alegados problemas de saúde como argumento para ausentar-se do país em momentos politicamente sensíveis, situação interpretada pelos contestatários como uma tentativa de ganhar tempo e evitar pressão interna.

Os membros desmobilizados acusam ainda a liderança do partido de ignorar reivindicações de antigos combatentes e de enfraquecer os mecanismos internos de diálogo democrático.

Cresce tensão interna na RENAMO

Nos últimos meses, têm aumentado as vozes críticas dentro da RENAMO, sobretudo entre antigos membros da guerrilha e quadros históricos que defendem reformas internas e maior transparência nos processos de tomada de decisão.

Analistas políticos consideram que a realização de um congresso extraordinário poderá ser determinante para redefinir o futuro político do principal partido da oposição em Moçambique, numa altura em que persistem divisões internas e debates sobre liderança.

Até ao momento, a liderança da RENAMO ainda não reagiu oficialmente às acusações feitas pelos desmobilizados.


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