Daniel Chapo defende multilateralismo e justiça climática na sua estreia na ONU

O Presidente da República, Daniel Chapo, destacou em entrevista à ONO News a importância de fortalecer o multilateralismo e valorizar o papel das Nações Unidas. A conversa aconteceu durante a Assembleia Geral da ONU, que coincidiu com os 50 anos da independência de Moçambique e os 80 anos da organização.

Segundo o Chefe de Estado, a ONU continua a ser essencial para a resolução pacífica de conflitos. Além disso, reforçou que o Conselho de Segurança precisa ser mais inclusivo e representar de forma justa a voz de África e do Sul Global.

Cabo Delgado e Segurança Nacional

Chapo lembrou que a estabilidade em Cabo Delgado é uma prioridade nacional. Por um lado, reconheceu os avanços no combate ao terrorismo. Por outro, admitiu que a reconstrução social e económica exige mais tempo e esforço. “A paz só é sustentável se garantirmos empregos, escolas e hospitais”, afirmou.

Desafios Climáticos

O Presidente apontou ainda as mudanças climáticas como uma das maiores ameaças ao futuro do país. Nesse sentido, recordou os danos causados por ciclones e inundações. Além disso, defendeu mais justiça climática, sublinhando que os países poluidores devem assumir maior responsabilidade no financiamento da adaptação em África.

Língua Portuguesa e Cooperação Internacional

Outro ponto de destaque foi o papel da língua portuguesa. De acordo com Chapo, o idioma é um activo estratégico que aproxima Moçambique do mundo. Ao mesmo tempo, reforça a integração na CPLP. “A nossa língua é também um instrumento de diplomacia e desenvolvimento”, destacou.

Redes Sociais e Política Contemporânea

Entretanto, ao falar das redes sociais, o Presidente alertou para os riscos da desinformação. No entanto, reconheceu que as plataformas digitais também aproximam cidadãos e governantes. Dessa forma, defendeu o uso responsável das novas tecnologias.

Compromisso com o Futuro

Por fim, Chapo reafirmou o compromisso do seu governo com a paz, a justiça social e a sustentabilidade. “Moçambique tem voz ativa na comunidade internacional e continuará a trabalhar por um mundo mais justo e inclusivo”, concluiu.

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