Comité Olímpico de Moçambique lança Formação Internacional de Combate ao Doping e Salvaguarda dos Atletas

Iniciativa da Comissão Médica do COM, em parceria com o COI e a RADO Zona VI, visa formar agentes multiplicadores e assegurar a integridade do desporto nacional nos dias 25 e 26 de Agosto.
O Comité Olímpico de Moçambique (COM), através da sua Comissão Médica, vai realizar, nos dias 25 e 26 de Agosto de 2026, uma Formação Internacional de Educadores e Embaixadores Anti-Doping e Safeguarding (salvaguarda) de Moçambique. A acção de capacitação, que decorrerá no Anfiteatro do Comité Olímpico de Moçambique, na capital do país, é desenvolvida em estreita parceria com o Comité Olímpico Internacional (COI) e com a Organização Regional Anti-Doping da Zona VI (RADO Zona VI).
Esta iniciativa representa um passo estratégico e crucial para sintonizar as federações e os subsistemas desportivos moçambicanos com as mais exigentes e modernas directrizes de integridade e ética desportiva recomendadas a nível global.
Uma Aliança Internacional pela Integridade Desportiva
A realização deste seminário internacional resulta de um esforço conjunto entre a liderança olímpica moçambicana e entidades reguladoras internacionais de referência. A articulação com a RADO Zona VI (Organização Regional Anti-Doping) permite trazer para o contexto nacional formadores altamente qualificados e metodologias de ponta, essenciais para a formação técnica de novos Educadores Anti-Doping.
O objectivo fulcral do programa é capacitar estes agentes para que actuem de forma descentralizada em todo o território nacional, apoiando activamente na disseminação de conhecimento, planeamento de acções preventivas e realização de palestras educativas para atletas e equipas técnicas.
Formar para Proteger: O Papel de Atletas e Treinadores
A abrangência da formação é intencionalmente vasta, englobando diferentes extractos do ecossistema desportivo nacional. Segundo o comunicado oficial, a acção é direccionada para atletas em activo, ex-atletas e treinadores de diversas modalidades desportivas.
De acordo com o comunicado de imprensa oficial emitido pelo COM neste dia 24 de Agosto de 2026, a acção visa consolidar práticas éticas através de uma abordagem eminentemente pedagógica e de sensibilização:
«A actividade tem como objectivo formar Educadores Anti-Doping para apoiar as actividades de divulgação da luta contra o doping e outros programas educativos e de sensibilização em todos os subsistemas desportivos, como forma de assegurar uma gestão e implementação eficazes das actividades de educação Anti-Doping, através da difusão dos valores olímpicos, do desporto limpo e do fair play».
A inclusão do conceito de Safeguarding (salvaguarda) no currículo da formação constitui um dos pontos altos do evento. Trata-se de uma vertente dedicada a debater e implementar políticas rigorosas de protecção dos atletas contra abusos físicos, psicológicos, assédio moral ou sexual, assegurando que o ambiente de treino e competição preserve a dignidade e o bem-estar dos desportistas.
O Papel Estratégico da Comunicação Social
O Comité Olímpico de Moçambique atribui uma extrema importância aos órgãos de comunicação social nesta luta preventiva. A imprensa é encarada não apenas como um canal de difusão de notícias, mas como um parceiro indispensável para incutir na sociedade moçambicana a cultura do “desporto limpo” e do jogo limpo (fair play).
A organização faz um apelo directo à presença e ao acompanhamento dos jornalistas, sustentando que a colaboração mediática é o veículo que garantirá o impacto social desejado:
«A presença dos órgãos de comunicação social será fundamental para a divulgação desta iniciativa, que reforça o compromisso do desporto nacional com a integridade, a protecção dos atletas e a promoção de um desporto livre de doping».