— Numa entrevista que nos concedeu em outubro, disse que o seu grande objetivo era chegar à Seleção. Acha que está mais perto disso agora?
— Acredito que pode ser possível sim, um pouquinho mais nesse momento. Sinto que agora as pessoas me conhecem mais. Essa foi a primeira vez que cheguei a Portugal e senti que já tem bastante gente reconhecendo meu trabalho. Eu já sentia isso nos outros clubes, quando estava na Noruega: nas cidades onde eu estava, as pessoas me conheciam. Na Escócia também, mas nunca senti que as pessoas me reconheceram no meu país. Sinto que as pessoas saberem quem você é faz a diferença, para não torcer o nariz quando virem seu nome em algum lugar. Tenho perfeita noção de que este foi meu primeiro ano em uma primeira liga, então não é que eu estivesse exigindo ou esperando por algo. É óbvio que eu quero muito e acredito que é possível. Não existem mais provas de que nada é impossível, não é mesmo? Por isso, acredito que é possível e continua sendo um sonho.
— Estava na expectativa de ir ao Mundial?
— Estava na expectativa de poder ser chamado para os amigáveis antes do Mundial. Sabendo que não fui, tinha noção de que, à partida, não ia. Quando fazes um estágio antes, levas o grupo que queres levar.
— E Roberto Martínez deixou claro que os jogadores que não tinham entrado até ao último estágio, muito dificilmente iriam…
— Sim e faz parte. Acho que isso é o correto. Ainda assim, pensei que poderia ser possível, não exigindo nada ou algo parecido, mas pensei que poderia dar para estar…
— Pela temporada que estava a fazer…
— Sim, estava indo muito bem, estávamos fazendo algo histórico e isso se destacava. E em Portugal ainda se falava quem seriam os atacantes para a Copa do Mundo.
A comemoração de Cláudio Braga, no estilo Cristiano Ronaldo, leva a torcida do Hearts à loucura. O capitão da Seleção é o ídolo do gaiense — fato que está sendo percebido… pelo número de gols – Foto: IMAGO
— Roberto Martínez disse que queria três avançados com perfil diferente e o Cláudio tem um perfil diferente dos três que foram, não é?
— Sim. Acredito que tenho um perfil parecido ao avançado que fazia parte das escolhas e que infelizmente faleceu, o Diogo Jota: um avançado mais móvel… Por essa razão, pensei que poderia ser possível pelo perfil diferente. Mas faz parte e eu estou super contente na mesma, individualmente. Acho que há de aparecer a oportunidade no futuro, se Deus quiser.
— Onde acha que Portugal poderá chegar?
— Acredito que até ao fim, sou sincero. As pessoas falaram muito do primeiro jogo, mas é um Mundial. Ninguém vai lá para perder, as seleções que vão, mesmo sendo as mais fracas. Toda a gente dá a vida porque é a competição mais importante do mundo. Então, é normal que as pessoas pensem que devíamos ter vencido a RD Congo. Acredito que é um processo.
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