O novo treinador dos rubro-negros quer manter os dois jogadores e pode ter influência significativa na decisão deles, com argumentos de ordem esportiva e humana. Financeiramente, como é natural e óbvio, a SAD liderada por Rui Costa terá de fazer o seu trabalho e acompanhar o técnico — já subiu até valores —, mas no capítulo da importância, do peso na equipa, da transparência de decisões, então aí Marco Silva pode ser determinante.
São casos obviamente diferentes. António Silva, de 22 anos, é o mais urgente e envolve alguma mágoa com clube, e pessoas, pela forma como a carreira foi gerida internamente, mas também é, da dupla, o jogador que está mais próximo de Marco Silva. Técnico e futebolista estão desenvolvendo ligação, o central vai começar a temporada como primeira opção e não haverá cartas escondidas, isso é garantia de ambos os lados.
O técnico está atento ao desenrolar do processo, ambos são inclusive representados pelo mesmo empresário, Jorge Mendes, e a palavra de Marco Silva deve ser ouvida na SAD, que está fazendo um esforço suplementar, melhorando a proposta, no sentido de atender às expectativas de António Silva, que pensará em uma verba próxima dos dois milhões de euros líquidos por ano em salários para assinar.
Schjelderup, por seu turno, está no Mundial mas já sabe que há alguém à espera dele para uma conversa, alguém que está a contar com ele e que vai fazê-lo sentir-se seguro em relação à carreira interna e ao progresso da carreira, que pode ser melhor com mais temporadas na Luz. Depois caberá ao internacional norueguês receber bem as palavras do treinador e pensar na renovação ou na saída.
Marco Silva, também sabe A BOLA, não defende uma revolução no elenco, mas quer contar com os melhores e a saída de Pavlidis foi travada. As palavras de Mário Branco, diretor geral, foram claras. Chegaram dois zagueiros, vai chegar um ponta, mas António e Schjelderup são importantes.
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