Sociedade

ATAQUE A JORNALISTA EM MOÇAMBIQUE CONTINUA SEM RESPOSTA: SNJ exige justiça para Carlitos Cadangue

Mais de 60 dias depois, investigação segue sem resultados

A classe jornalística moçambicana continua em alerta perante a falta de esclarecimentos sobre o atentado contra o jornalista Carlitos Cadangue, ocorrido no dia 4 de Fevereiro.

O profissional foi alvo de uma emboscada à chegada da sua residência, quando indivíduos armados abriram fogo contra a viatura em que seguia, na presença do seu filho. Apesar da gravidade do caso, mais de dois meses depois, não há resultados concretos das investigações.

Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) afirma acompanhar o processo com expectativa, mas deixa claro: a demora levanta sérias preocupações sobre impunidade.

Violência contra jornalistas preocupa classe

O caso de Cadangue não é isolado.

Segundo o SNJ, este ano já foi marcado por episódios trágicos, incluindo um ataque que resultou na morte de Calisto Cadangue, familiar de um jornalista.

Este cenário reforça um problema estrutural: o exercício do jornalismo em Moçambique está cada vez mais exposto ao risco.

Profissionais trabalham sem contrato e sem segurança

Durante as celebrações do Dia do Jornalista Moçambicano, o sindicato fez um alerta contundente:

  • Muitos jornalistas trabalham sem contrato
  • Não possuem seguro de vida
  • Recebem salários baixos ou irregulares

Segundo a organização, esta realidade compromete directamente:
✔️ a qualidade da informação
✔️ a independência editorial
✔️ a própria democracia

Veja também: violência política em Moçambique

Leia mais: crise na comunicação social

SNJ exige mudança nas empresas de comunicação

O sindicato não poupou críticas aos gestores dos órgãos de comunicação.

A liderança considera inadmissível que empresas do sector:

  • ignorem direitos laborais
  • mantenham profissionais em condições precárias

A exigência é clara: valorização imediata da classe jornalística.

Chimoio terá primeira praça dedicada aos jornalistas

Como sinal de reconhecimento, foi anunciado um projecto inédito:

A cidade de Chimoio, na província de Manica, vai acolher a primeira praça dedicada aos jornalistas em Moçambique.

O espaço será um símbolo permanente:

  • da liberdade de imprensa
  • da resistência dos profissionais
  • do papel do jornalismo na democracia
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