Manica, Moçambique – O Secretário de Estado na província de Manica condenou publicamente o atentado contra o jornalista Carlitos Cadangue, da STV, classificando o ataque como um acto inaceitável e um acontecimento macabro que colocou em risco a vida do profissional da comunicação social e do seu filho, que seguia na mesma viatura no momento da agressão.
O posicionamento foi expresso durante uma visita de solidariedade efectuada recentemente à residência do jornalista, onde o governante afirmou falar em representação do Governo central e do Presidente da República, manifestando apoio institucional à família Cadangue.
“Queremos nos unir à família Cadangue e dizer que estamos juntos nos esforços com vista a encontrar os culpados desta situação”, declarou o Secretário de Estado, em contacto directo com os familiares da vítima.
Durante o encontro, o dirigente apelou ao jornalista para que não se deixe intimidar e continue a exercer a sua actividade profissional, respeitando a linha editorial da empresa para a qual trabalha.
O Secretário de Estado sublinhou o papel estruturante da comunicação social no desenvolvimento do país, reconhecendo a importância da crítica jornalística no aperfeiçoamento da governação.
“Quando o jornalismo aponta aspectos que devem merecer alguma correcção, isso é muito importante para o nosso desenvolvimento”, afirmou.
Segundo o governante, a crítica construtiva é parte essencial do processo democrático e do esforço colectivo de construção nacional.
“É muito importante que alguém diga o que está bem e o que está mal para podermos continuar com esse esforço colectivo”, acrescentou.
O Executivo provincial assegurou que não medirá esforços para o esclarecimento do caso e responsabilização criminal dos autores do atentado.
“Tudo faremos para esclarecer este acontecimento macabro que quase tirou a vida do nosso concidadão Carlitos”, reiterou o Secretário de Estado.
Neste momento, as autoridades policiais e judiciais em Manica mantêm uma investigação em curso, visando identificar os responsáveis e apurar as circunstâncias reais do crime.
O atentado contra Carlitos Cadangue reacendeu preocupações em torno da segurança dos jornalistas e da liberdade de imprensa em Moçambique, num contexto em que organizações da classe exigem investigações céleres e independentes sempre que profissionais da comunicação social são alvo de violência.
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