O jogo com os brasileiros (1-2), todavia, correu mal, com fragilidades defensivas a vários níveis, que deixaram marcas. Particularmente em António Silva, diretamente associado aos gols de Samuel Lino e Wallace, mas não só, pois Lenglet também não encheu as medidas e as laterais não funcionaram como seria de se desejar.
As responsabilidades podem ser repartidas por outros jogadores e setores, o próprio meio-campo esteve longe de ser brilhante, mas é sobre António Silva que cai a maior parte da frustração.
O central ficou ligado aos golos, mas também ajudou Lenglet e Dahl em momentos delicados. O capitão de equipa sentiu-se isolado e o ambiente pesado em seu redor pode conduzi-lo à porta de saída: está a ser negociado com o Bournemouth, mas não é processo para se resolver em poucas horas e há jogo importantíssimo dentro de 8 dias.
O primeiro compromisso oficial de Marco Silva, novo treinador das águias, primeira mão da 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa, está mesmo à porta e a pressão subiu inesperadamente.
O treinador terá que continuar trabalhando com a dupla António Silva/Clément Lenglet, mesmo que o ambiente em torno do português não seja o ideal, e mesmo que uma alternativa chegue, com a contratação de zagueiro, o tempo é escasso. Dificilmente um novo jogador estaria preparado para entrar de rompante em jogo de tamanha responsabilidade, sem conhecer rotinas do time, sem conhecer companheiros.
Tomás Araújo continua de férias pós-Mundial, ao passo que Gabriel Índio ainda nem sequer completou os 18 anos, precisando de experiência.
A lesão de Jaden Umeh é outro foco de preocupação, porque ele se perde por um mínimo de três meses jovem promissor e também porque o ala irlandês de 18 anos era uma escolha para o lado esquerdo. Não havendo Umeh, Kaminski deve avançar, recém-chegado de férias e estreado. Ainda está, é claro, longe do ideal.
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