O agora ex-líder máximo dos conquistadores, que foi sucedido por Rui Rodrigues, em eleições às quais não se candidatou, destaca o fim de um «ciclo de quatro anos e meio», que começou em um «contexto difícil».
«Terminou um ciclo de quatro anos e meio de enorme exigência, dedicação e compromisso com o Vitória Sport Clube. Como o fim do mandato na administração da SAD está marcado para quinta-feira, entendo que este é o momento propício para me despedir e fazer um balanço da minha presidência. Assumi funções em um contexto difícil, com um passivo alto, sem direitos televisivos e com desafios estruturais profundos, e saio com a convicção de que deixamos o Clube mais forte, mais valorizado e mais preparado para o futuro», enaltece.
«Sob a minha Direção, o Vitória SC alcançou os melhores resultados desportivos de sempre e um acumulado positivo dos resultados financeiros da SAD (não entrando nesta contabilidade as amortizações respeitantes a um negócio fechado com o FC Porto pela anterior administração). O clube concretizou três eliminatórias europeias consecutivas, o recorde de nove vitórias seguidas em uma prova da UEFA e uma verdadeira aposta na formação, sustentada por um modelo claro de crescimento e valorização dos nossos atletas. O segundo mandato foi curto, mas foi amplamente compensador pelas subidas de divisão da equipa B e da equipa sénior feminina e pela conquista da Taça da Liga», acrescenta António Miguel Cardoso, antes de abordar o fracasso na temporada transata.
«Falhado um novo apuramento europeu na temporada passada, na sequência de uma temporada muito marcada por sucessivos erros de arbitragem a prejudicar a nossa equipa, tivemos de dar início a um novo ciclo desportivo que permitisse ao clube manter-se estável financeiramente. Para esta temporada, a estratégia era investir em uma equipe muito mais jovem, o que permitiria pagar contas com as vendas de alguns desses ativos, e essa aposta foi revestida de sucesso do ponto de vista financeiro, além do fato de o clube ter conquistado o terceiro troféu nacional de sua história», frisa.
«O Vitória SC precisa de estabilidade, ambição e união, sendo recomendável que os sócios permitam que a nova Direção siga o seu caminho», escreve ainda o antigo presidente dos vitorianos, que ocupava o cargo desde março de 2022.
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