Segundo um comunicado, citado sexta-feira na edição de sexta-feira do diário independente “O País”, os apoios serão canalizados através do programa “Fundo Inovador para o Agronegócio”, um mecanismo financeiro que será gerido pela Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, sediada na província central de Tete, em coordenação com o Banco de Moçambique.
O modelo adotado baseia-se na concessão de empréstimos a taxas de juros subsidiadas, solução que visa reduzir o custo do financiamento e ampliar o acesso ao capital para produtores e empresas agrícolas.
A criação desta linha de crédito surge num contexto em que o acesso ao financiamento continua a ser um dos principais obstáculos ao crescimento do setor agrícola. O capital limitado tem dificultado a expansão da produção, a modernização tecnológica e o desenvolvimento das cadeias de valor, especialmente entre os pequenos e médios produtores, que enfrentam maiores dificuldades para entrar no sistema financeiro formal.
Segundo o documento, a bonificação de juros representa um incentivo direto à participação de operadores de diversas dimensões, criando condições para uma maior inclusão financeira no setor.
A expectativa é que a redução do custo do crédito estimule investimentos em mecanização, aumento da produtividade e transformação agroindustrial, contribuindo para uma agricultura mais competitiva.
“O anúncio do financiamento surge num momento particularmente sensível para o sector agrícola moçambicano, que continua exposto a vulnerabilidades estruturais agravadas pelos choques climáticos. As cheias registadas na época chuvosa de 2025-2026 causaram perdas significativas de áreas cultivadas e afectaram milhares de produtores, pressionando a segurança alimentar e reduzindo o rendimento das famílias rurais”, lê-se no documento.
Neste contexto, o aumento do financiamento assume também uma dimensão social, apoiando a recuperação da capacidade produtiva e promovendo maior resiliência nas comunidades afetadas. A intervenção faz parte de uma estratégia mais ampla de adaptação às alterações climáticas, centrada na sustentabilidade e estabilidade dos sistemas agrícolas.
O novo pacote financeiro também faz parte de uma trajetória crescente de cooperação económica entre Moçambique e a Alemanha, particularmente no domínio do agronegócio. Em 2025, os dois países já tinham anunciado um financiamento conjunto avaliado em cerca de 45,5 milhões de euros, destinado também a apoiar empresas agrícolas e cadeias de valor no Vale do Zambeze.
(MIRAR)
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