A família de Orlando Sambo, agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) ligado à Unidade de Protecção de Altas Individualidades (OPAI), vive um mistério desde 1 de Novembro, quando o jovem desapareceu após visitar o pai gravemente doente na vila de Boane, bairro Para.
Orlando exercia funções como ADC (Ajudante de Ordem Civil) de um juiz, o que torna o desaparecimento suspeito. No dia do sumiço, após chegar pela manhã à residência do pai, ele saiu no final da tarde, deixando para trás sua camisa e casaco. Antes de desaparecer, teria visitado um amigo doente num bar, onde mencionou que o chamavam para Marracuene, mas após isso, sumiu sem deixar rastros.
A esposa confirmou que Orlando não voltou para casa e a família realizou buscas em diversas esquadras, sem obter qualquer informação concreta. O número do agente fez uma ligação estranha dois dias após o desaparecimento, mas desde então permanece inactivo.
Há suspeitas de que o desaparecimento esteja ligado ao trabalho, possivelmente um silenciamento por informações que Orlando detinha. A polícia investiga, mas sem sucesso até agora. A família vive angústia profunda, especialmente os dois filhos menores, um menino de 1 ano e uma menina de 8, que não entendem o que aconteceu.
A família apela a quem souber qualquer informação para ajudar a esclarecer o paradeiro de Orlando e pede por um desfecho que traga paz, mesmo que seja a confirmação da sua morte. “Vale mais enterrar do que viver sem respostas”, lamentam.





