Um cidadão de 38 anos foi detido na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, por suspeita de posse e eventual intenção de colocar em circulação 104 mil meticais em notas falsas de mil meticais. A informação foi publicada pelo Jornal Notícias a 16 de Outubro, com base em declarações atribuídas à Polícia da República de Moçambique (PRM).
Segundo a porta-voz do Comando Provincial da PRM em Cabo Delgado, Eugénia Nhamussua, a detenção ocorreu no bairro Eduardo Mondlane, na sequência de denúncias de moradores sobre a alegada circulação de notas contrafeitas. A polícia suspeita que o dinheiro pudesse ser introduzido no mercado durante as celebrações do Dia da Cidade de Pemba.
Na versão apresentada pelo suspeito às autoridades, as notas teriam sido recebidas durante a venda de uma viatura por 250 mil meticais, numa transacção realizada através de um intermediário. O homem terá afirmado que só posteriormente se apercebeu de que 104 mil meticais do montante recebido eram falsos.
As duas versões — a suspeita policial e a explicação apresentada pelo cidadão — deverão ser apuradas no âmbito da investigação. A posse de notas suspeitas não permite, isoladamente, concluir que o detido participou na sua produção ou que tinha conhecimento prévio da falsificação. A determinação da responsabilidade depende da recolha e análise de provas.
De acordo com a mesma publicação, a PRM investiga a possível ligação do caso a uma rede de falsificação de moeda e procura localizar uma alegada máquina utilizada no fabrico das notas, bem como identificar outros eventuais envolvidos. Não foi apresentada, na informação consultada, uma confirmação de que essa máquina tenha sido apreendida ou de que a existência da rede tenha sido demonstrada judicialmente.
A circulação de moeda falsa pode causar prejuízos a comerciantes, consumidores e outros agentes económicos, sobretudo quando as notas são recebidas sem verificação. No entanto, a resposta a este tipo de ocorrência exige investigação técnica, incluindo a análise das notas apreendidas e o rastreio da origem do dinheiro.
O caso também reforça a importância de os cidadãos comunicarem às autoridades a recepção de notas suspeitas e evitarem voltar a colocá-las em circulação. A confirmação de falsificação deve ser feita pelas entidades competentes, e não apenas com base na aparência das notas ou em relatos informais.
Até à publicação das informações consultadas, não havia dados suficientes para determinar se o suspeito foi formalmente acusado, se foi presente a um juiz ou se houve uma decisão judicial. A sua condição deve, por isso, continuar a ser descrita como suspeita, respeitando-se a presunção de inocência.
Fonte consultada: Jornal Notícias — Recolhe às celas por posse de 104 mil meticais falsos.



