Jovem de 18 anos denuncia abuso sexual dentro de unidade de saúde em Muhala-Expansão
Um técnico de laboratório está a ser acusado de violar sexualmente uma paciente de 18 anos dentro de uma unidade sanitária na cidade de Nampula, num caso que levanta sérias preocupações sobre a segurança dos utentes nos serviços públicos de saúde.
O que aconteceu
De acordo com informações apuradas, o caso ocorreu no Centro de Saúde de Muhala-Expansão, onde a jovem se deslocou no domingo em busca de atendimento médico.

A vítima apresentava sintomas como febres, dores de cabeça e dores abdominais. Após ser observada, recebeu a respectiva receita médica para aquisição de medicamentos.
Sem condições imediatas para regressar a casa, devido ao seu estado de saúde, a jovem decidiu permanecer no recinto da unidade sanitária, procurando abrigo numa zona com sombra enquanto aguardava alguma melhoria.
O momento do crime
Foi nesse intervalo que, segundo o relato, o técnico de laboratório aproximou-se da paciente e conduziu-a até ao laboratório, alegadamente para realização de exames complementares.
No interior do espaço, que deveria servir para diagnóstico clínico, o profissional terá abusado da vítima, culminando na alegada violação sexual.
A jovem não conseguiu reagir, dada a sua condição física debilitada no momento.
Vítima em estado de choque

Fontes indicam que este terá sido o primeiro contacto sexual da jovem, residente no bairro de Muhavire-Expansão, o que agrava o impacto psicológico do caso.
O episódio está a gerar indignação na comunidade, sobretudo por ter ocorrido dentro de uma instituição de saúde, onde se espera protecção e não violência.
Silêncio e indignação
Até ao momento, não há posicionamento público detalhado por parte das autoridades sanitárias locais sobre o caso.
Entretanto, cresce a pressão para que o suspeito seja responsabilizado e que medidas concretas sejam tomadas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
Um problema maior
Casos de abuso em instituições públicas expõem fragilidades graves no controlo interno e na protecção de utentes, especialmente mulheres jovens em situação de vulnerabilidade.
Especialistas defendem a necessidade urgente de:
- Reforço da supervisão em unidades sanitárias
- Implementação de protocolos de segurança para pacientes
- Criação de canais seguros de denúncia
- Responsabilização exemplar dos infractores








