Economia

Zona de Comércio Livre de Hainan reforça posição da China contra o proteccionismo, Afirma Economista

O arranque das operações aduaneiras especiais em toda a ilha da Zona de Comércio Livre de Hainan (Hainan Free Trade Port – FTP) representa uma posição clara da China contra o proteccionismo e um passo estratégico para o aprofundamento da globalização económica, afirmou Huang Hanquan, economista chinês.

Huang, que dirige a Academia Chinesa de Investigação Macroeconómica, fez estas declarações durante a mais recente edição do China Economic Roundtable, um programa multimédia promovido pela agência estatal Xinhua.

O início oficial das operações, anunciado na quinta-feira, é considerado um marco relevante na política de abertura económica da China. Segundo Huang, a medida envia um sinal concreto à comunidade internacional de que o país tomou uma decisão firme de avançar para um nível mais profundo de integração económica global.

De acordo com o economista, a iniciativa visa estabelecer um referencial de abertura económica de alto padrão, reforçar o compromisso com o multilateralismo e o comércio livre, além de promover uma globalização mais inclusiva e equilibrada, com benefícios amplamente distribuídos.

Huang sublinhou ainda que o modelo da Zona de Comércio Livre de Hainan está alinhado com regras internacionais avançadas em matéria de comércio e investimento, constituindo um passo gradual, mas estruturado, no alargamento da chamada “abertura institucional” da economia chinesa.

“Trata-se de um movimento estratégico para alinhar a China com normas económicas e comerciais internacionais de elevado padrão, ao mesmo tempo que o país amplia a sua participação activa na formulação dessas regras”, afirmou.

Na sua análise, Huang destacou que a economia chinesa já ultrapassou a fase de crescimento acelerado e encontra-se agora numa etapa crítica de desenvolvimento de alta qualidade, caracterizada pela transformação do modelo de crescimento, optimização da estrutura económica e substituição dos motores tradicionais de crescimento por novos impulsionadores.

Enquanto zona-piloto de reformas, Hainan assume, segundo o economista, um papel central na experimentação de novas políticas económicas, com a missão de abrir caminhos e acumular experiências relevantes para a construção de uma economia de mercado socialista de alto padrão.

Estas reformas incidem, em particular, sobre áreas-chave como comércio e investimento, sistemas fiscal e financeiro, bem como modelos de regulação governamental, reforçando o papel de Hainan como laboratório de políticas económicas com potencial de replicação a nível nacional.

Naldo Agostinho

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