«O treinador que eu fui na Inglaterra era muito difícil de moldar. Inicialmente, pensei que um líder tinha que ser um só, com os mesmos valores, e que os receptores teriam que se adaptar à minha liderança. Essa foi a grande transformação que tive como líder. Um líder tem que ser capaz de motivar seus atletas, funcionários ou colaboradores», ressaltou o líder máximo dos azuis e brancos.
«E, para que isso aconteça, temos que criar condições para que essas pessoas sejam capazes de colocar todo o seu talento à disposição. Nós, líderes, é que temos que nos adaptar ao que essas pessoas querem ouvir, ao que as faz se transcenderem e ao que as motiva na execução de suas funções, obedecendo a regras específicas dentro de uma organização para que a visão global seja cumprida», acrescentou Villas-Boas, antes de admitir que era mais «autoritário» no início da carreira.
«Eu era um líder muito mais autoritário no início da minha carreira, que era sustentada pela estrutura do FC Porto. Era um treinador-sócio, treinador-torcedor. A experiência na Inglaterra me abriu para uma nova realidade, que depois apliquei com sucesso na continuação da minha carreira. Sou um animal competitivo e fui como treinador. Tive 15 anos de carreira e ganhei sete títulos. Eu gostaria de ter vencido 15 de 15, mas olho para trás com orgulho do que fiz. ‘, destacou.
«O que a presidência me tirou foi a escrita. Eu adorava escrever, adorava filosofar sobre diferentes matérias. Agora praticamente não leio, o que me faz muito mal. Diferentes líderes inspiram-me, sempre fui fascinado por tentar compreender as mentes dos melhores do mundo — Michael Phelps, Michael Jordan, Tiger Woods, Phil Jackson, Pep Guardiola…», disse ainda o presidente dos dragões no podcast.
A entrevista completa de Villas-Boas no ‘podcast’ Primeiro Toque
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