Uns trancam a porta à saída, outros metem a chave para entrar: como atuaram os jogadores do Sporting

Uns trancam a porta à saída, outros metem a chave para entrar: como atuaram os jogadores do Sporting



De um reforço sempre de mão no ar um inglês ‘descarado’

ALTIMIRA — Ficou com a posição 6 e, na primeira amostra, esteve demasiado encolhido, adicionando a este defeito a pouca pontaria em passes curtos relativamente fáceis.
ISSA DOUMBIA — É daqueles que parecem ter quatro pulmões e, face à disponibilidade física demonstrada, o leão define a primeira linha de pressão sobre a construção do adversário num setor muito mais adiantado do terreno. Na primeira parte, juntou este atributo a alguns passes bem medidos no ataque, mas apagou-se quando passou para a esquerda. Terá de melhorar na primeira receção orientada, mas muito do que será o Sporting 2026/27 passará por ele. Isso, sem dúvida.
SILAS ANDERSEN — O primeiro nome é de craque, o apelido tipicamente nórdico e, juntando os dois, resulta em um jogador de futebol de personalidade forte, sempre com a mão no ar pedindo a bola para iniciar o ataque. Altimira parece ser a primeira opção para 6, função que também desempenhou, mas que se cuide, porque o dinamarquês não vai facilitar sua vida…
JESSE DERRY — O inglês é daqueles jogadores descarados que gostam muito de encantar os adeptos e infernizar o juízo dos oponentes. É um abre-latas, um pouco à imagem do papel desempenhado por Alisson nos seis meses iniciais de 2025/26.

Jesse Derry demonstrou virtuosismo no pé esquerdo

PEDRO LIMA — Com a bola no pé esquerdo é um regalo para a vista. Resta saber como se comporta perante adversários menos desgastados, porque, quando entrou em campo, já muitos escoceses estavam derretidos pelo sol algarvio e com dificuldades em sequer correr.

UM MIÚDO COM ACÚCAR O QUE NÃO QUER SABER DOS OUTROS

FLÁVIO GONÇALVES — Descaído para o lado esquerdo, fez muitos movimentos internos na busca de áreas mais centrais para o chute e, com um passe carregadinho de açúcar, de primeira, desmarcou Gabriel Silva no lance que culminou no primeiro gol. Batedor com insistência na porta de entrada definitiva no elenco principal.

GABRIEL SILVA — O menino com nome de anjo estava para ser aposta na temporada passada, não foi, mas, por enquanto, mostrou a Rui Borges que preencher a cédula com seu nome tem boas chances de ser premiado. De encher os olhos foi a arrancada que só terminou no primeiro gol, passando, sem pedir licença, pelo zagueiro dos escoceses: Geny só teve que encostar… Tirou a chave do bolso para entrar no rol dos principais; resta saber se Rui Borges não betuma a fechadura.

Gabriel Silva assinou arrancada brilhante que só acabou com o gol de Geny

EDUARDO FELICÍSIMO — Tem a valência de jogar tanto no meio-campo quanto na central; foi na zona recuada que atuou, sempre em registro de notável sobriedade.
RAFAEL NEL — Não é, de forma alguma, um desconhecido absoluto para a torcida. Enfrenta concorrência acirrada no ataque (Ioannidis segue de baixa e Suárez ainda não voltou), mas não quis saber dos outros: brigou com tudo o que conseguiu e teve influência direta no segundo gol, primeiro ao atrapalhar o zagueiro do Celtic, depois ao passar a bola redondinha para Bragança faturar.
RODRIGO DIAS — Esteve em campo nos derradeiros momentos e mostrou-se afoito no ataque pela esquerda. Entrou para a ovação a Mangas.

JOÃO VIRGÍNIA — Sem nada a fazer no gol sofrido, mas assinou uma defesa bem conseguida em chute de McOwen.
SOULEYMANE FAYE — Rui Borges bem que tenta encontrar uma nova função para o senegalês, agora na lateral-direita, mas este, apesar de demonstrar vontade, tem pouca propensão para essa tarefa. Ou peca pela ausência a defender, ou por centros mal medidos a atacar.

RICARDO VESTE AS MANGAS DA CONTINUIDADE E GUILHERME NÃO SE CONTENTA COM POUCO…

QUARESMA — Assumiu a responsabilidade de usar a braçadeira de capitão e continua apresentando as mesmas virtudes e defeitos. A comprovar isso está o corte quase em cima da linha do gol aos 40 minutos e o erro colossal que redundou no chute certeiro de Durán: achou que estava com a bola controlada, não tinha, e o colombiano a roubou, assinando um dos gols mais fáceis da carreira.

RICARDO MANGAS — Se o seu pé tiver perto de 27 centímetros, pode dizer-se que recentemente esteve com dez centímetros no Panathinaikos. Não foi para a Grécia; o Sporting está aberto à sua saída, mas fez prova de vida com inúmeras incursões pela esquerda, tanto a dar profundidade como a aparecer pelo meio, a desbaratinar a defesa dos católicos. Marcou um golo muito merecido. Quer trancar a porta de saída.

GENY CATAMO — Ele marcou um gol e se mostrou um dos principais desequilibradores do leão, embora tenha surgido, por uma vez, cara a cara com o goleiro dos britânicos e chutou para fora.
PEDRO GONÇALVES — Se a saída se confirmar, vai deixar um Pote cheio de saudade entre os leoninos, pois tem uma qualidade técnica ímpar, pautada por detalhes deliciosos. Atuou na posição de Trincão e se sentiu como um peixinho nas águas cálidas do Algarve.
LUÍS GUILHERME — Geny até pode marcar um golo como marcou, mas o brasileiro terá deixado o moçambicano em estado de alerta, pois assumiu-se como um diabo à solta quando entrou em campo na segunda parte. Assistiu para o terceiro golo, mas se fosse só isso…

VAGIANNIDIS — Garantiu que ia limpar a cabeça durante as férias e, a avaliar pela primeira aparição, fê-lo. Agora, a época é uma maratona e este foi apenas e só o primeiro sprint…
DANIEL BRAGANÇA — Sem proposta para reformar e com a porta de saída escancarada, ele deixou para trás tudo ao seu redor e marcou duas vezes: uma com o pé direito, outra com o esquerdo. A qualidade de passe segue intacta. Mais um fazendo prova de vida.

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