O maior desafio que se coloca a Moçambiqueno âmbito da transformação digital é a eliminação dos silos que actualmente caracterizam a prestação do serviços aos cidadãos, promovendo a interligação dos diferentes sistemas numa plataforma que liberte o cidadãodas itinerâncias que hoje têm que fazer para resolver os seus problemas.
Na intervenção, há momentos, no painel de alto nível que decorre em Maputo no quadro da Conferência Nacional sobre Transformação Digital, o ministro do pelouro, Américo Muchanga, disse que, durante o primeiro ano de mandato do executivo que integra, uma das principais reflexões foi sobre como ter o cidadão no centro das atenções da governação, no sentido de assegurar-se que este seja servido com a necessária eficácia e eficiência a partir de onde ele está.
Muchanga reconhece que, actualmente, os sistemas de prestação de serviços estão dispersos, e cada instituição preocupa-se apenas em operar o seu sistema, o que acaba por penalizar o cidadão que tem que atravessar vários sistemas para resolver problemas básicos.
“É preciso reconhecer que está a ser difícil mudar esta mentalidade e levar as instituições a compreenderem que para melhor servir o cidadão, podem, sim, usar o seus sistemas, mas que este precisa estar interligado a outros. Há uma resistência que resulta de que durante longos anos vimos funcionando como funcionamos. Ora, se queremos vencer esta batalha teremos que fazer esta transição, a começar das nossas mentes”, disse Muchanga, ressaltando que há resultados palpáveis do esforço em curso, que serão visíveis, ainda este ano, com a interligação em marcha entre sistemas do sector privado e a infra-estrutura digital do sector público.
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