Venâncio Mondlane alertou, na sua live de há dois dias, para a expansão dos ataques terroristas à província de Nampula, particularmente no distrito de Memba, que descreveu como a situação humanitária “mais preocupante e mais dramática” do momento. A denúncia contrasta com o discurso oficial que afirma que o Teatro Operacional Norte está controlado.
Segundo Mondlane, a expansão do terrorismo segue rotas costeiras entre Cabo Delgado e Nampula, impulsionadas pelo fluxo da pesca e pela incapacidade do Estado de garantir segurança mínima às populações vulneráveis. Ele descreve o sofrimento social como extremo.
O político denunciou ainda o estado crítico das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) no terreno, afirmando que os militares operam sem as condições mínimas para combater o terrorismo de forma eficaz.
“Temos militares neste teatro com falta de tudo. Não têm logística, nem alimentação, nem fardamento, nem salários em dia”.
Mondlane relaciona a ineficácia no combate ao terrorismo com interesses económicos instalados na região. Ele cita um estudo do CIP que revelou o aumento massivo de licenças mineiras concedidas desde o início da insurgência, sugerindo que há grupos que lucram com a continuação da guerra.
“O CIP mostrou que as licenças mineiras concedidas desde 2017 são duas ou três vezes superiores às dos dez anos anteriores”.
Para Mondlane, quando membros do próprio regime possuem concessões minerais em zonas de conflito, torna-se impossível lutar de forma honesta contra o terrorismo.
Ele conclui defendendo que o problema de Cabo Delgado deixe de ser um dossiê monopolizado pelo Governo, pois o próprio Executivo já demonstrou limitações claras em resolver o conflito.
“O problema de Cabo Delgado não pode ser monopolizado pelo governo. Ele já mostrou que tem limitações claras para resolver esta crise”.
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