Dois mortos e vários feridos durante protestos na Tanzânia exigem investigação sobre uso excessivo da força policial. Amnesty International pede responsabilidade e acesso à informação.
Dois mortos e várias pessoas feridas marcaram os protestos deste Domingo na Tanzânia, quando cidadãos pediam o boicote às eleições gerais. Segundo a Amnesty International, as autoridades têm a responsabilidade constitucional de respeitar os direitos humanos de todos antes, durante e após o processo eleitoral.
Tigere Chagutah, Directora Regional da Amnesty International para África Oriental e Austral, comentou:
“Os relatos de um civil e um policial mortos durante os protestos em todo o país são profundamente preocupantes. O risco de escalada é alto. Exortamos a polícia a agir com contenção e evitar o uso desnecessário e excessivo da força contra os manifestantes. As autoridades tanzanianas devem conduzir imediatamente uma investigação independente e completa sobre o uso letal da força, e os responsáveis devem ser responsabilizados.”
Além disso, interrupções de internet em todo o país, ameaçam agravar a situação. A Amnesty International reforça que é essencial garantir acesso irrestrito à informação, permitindo que a imprensa local e internacional cubra livremente o processo eleitoral.
As eleições gerais de 29 de Outubro foram dominadas pelo partido governista Chama cha Mapinduzi (CCM). Os dois principais candidatos da oposição, Tundu Lissu (Chadema) e Luhaga Mpina (ACT-Wazalendo), foram impedidos de concorrer. Vídeos verificados mostram manifestantes pacíficos nas ruas de Dar es Salaam, Mbeya, Tunduma, Tanga e Mwanza, entre outras cidades.
Antes da votação, a Amnesty International divulgou um relatório detalhando como as autoridades tanzanianas aumentaram a repressão contra opositores, jornalistas, organizações da sociedade civil e defensores dos direitos humanos.
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