Chimoio, 22 de Outubro de 2025 — Um suposto agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), identificado como C., foi detido após ser surpreendido a conduzir um “chapa” em alta velocidade e sem carta de condução. O flagrante ocorreu durante uma operação multissetorial na cidade de Chimoio.
O técnico de segurança rodoviária Sérgio Massango criticou duramente o comportamento do agente, considerando-o irresponsável e inadmissível para quem tem o dever de fazer cumprir a lei:
“Um agente da polícia a conduzir sem carta é falta de juízo. Sendo homem da lei, devia dar o exemplo.”
O acusado, entretanto, negou ser membro da PRM, afirmando ser apenas motorista:
“Sou motorista, não sou polícia. Isso não saiu da minha boca.”
Excesso de passageiros e risco grave
Além da falta de carta, o motorista transportava 22 passageiros, apesar de o livrete autorizar apenas 15. Sérgio Massango sublinhou o perigo da situação:
“Conduzir com tanta gente é irresponsável. Se houvesse acidente, seria uma tragédia.”
Durante a operação, vários condutores de chapa foram multados em 10.000 meticais por não possuírem carta compatível. Os passageiros em excesso foram obrigados a abandonar os veículos.
Reacções e sensibilização
Um passageiro, Sérgio Artur, pediu desculpas e implorou para continuar a viagem, reconhecendo o erro:
“Nos perdoem. Da próxima vez seremos mais cuidadosos.”
Massango alertou que a responsabilidade também é dos passageiros, que não devem aceitar entrar em viaturas sobrelotadas.
Os mototaxistas também foram fiscalizados. Alguns transportavam três ou quatro pessoas por moto. Um condutor admitiu:
“É normal andar assim.”
Um familiar que seguia na moto aceitou a decisão policial:
“A lei é clara. Vou continuar a pé.”
A operação decorre na Estrada Nacional n.º 6 (EN6), que liga o Porto da Beira aos países do interior. Segundo as autoridades, o objectivo é reduzir os acidentes e salvar vidas, num esforço que abrange todas as províncias do país.






