Desses, apenas metade somaram minutos, os restantes não saíram do banco de suplentes. A nível de utilização foi Luis Suárez quem se evidenciou.
O atacante ficou 332 minutos em campo, tendo sido titular em três jogos das cinco partidas dos cafeteros, sendo que no primeiro jogo saiu a 10 minutos do apito final, no segundo foi rendido aos 58 minutos, por precaução, e no terceiro cumpriu 120 minutos. E foi reserva contra Portugal (lançado aos 60´) e com Gana entrou logo aos oito minutos diante da lesão de Jhon Córdoba, neste jogo deu a assistência para o gol da vitória.
Contas feitas, Luis Suárez fecha a atuação na temporada 2025/2026, entre jogos de Sporting e seleção da Colômbia, com 5113 minutos (!) nas pernas, divididos em 65 jogos em seis competições diferentes, marcou 43 gols e ainda deu oito assistências. E se após o fim da Liga o atacante dava sinais de cansaço — vale lembrar que no setor de ataque Rui Borges teve pouca margem de manobra para conseguir descansar o colombiano, diante da lesão por tempo prolongado de Ioannidis, o jovem Rafael Nel era outra opção —, imagine agora, com mais cinco jogos de intensidade máxima e adrenalina de alto índice.
É certo que Suárez vai ter direito a alguns dias de descanso, ainda assim, quando regressar ao Sporting para integrar os trabalhos de arranque de temporada, a Unidade de Performance traçará plano específico para o avançado que deverá ser dos últimos a apresentar-se às ordens de Rui Borges, muito provavelmente já em Alcochete, depois dos leões cumprirem estágio em Lagos, no barlavento algarvio, que, recorde-se, decorrerá entre os próximos dias 11 a 20 , período para o qual estão agendados dois jogos de preparação, nomeadamente diante do campeões escocês Celtic, a 14, e diante dos franceses do Strasbourg, dia 20, ambos a serem realizados no Estádio Algarve.
Maxi Araújo esteve na berlinda
Quem se destacou no Mundial foi Maxi Araújo. O lateral-esquerdo — escalado com ponta por Marcelo Bielsa no Uruguai — teve estreia dos sonhos ao marcar o gol de empate diante da Arábia Saudita (1 a 1) na rodada inaugural e, logo depois, voltou a faturar, de cabeça, contra Cabo Verde, e ainda deu uma assistência — há 72 anos um jogador do Uruguai não marcava dois gols e uma assistência nos dois primeiros jogos de uma Copa do Mundo, o último a conseguir a façanha havia sido Julio Abbadie, em 1954 —, o que o colocou sob dos holofotes do mercado de transferências. Contudo, a administração liderada por Frederico Varandas estava preparada, tendo o jogador blindado por cláusula de €80 milhões.
Os internacionais lusos, que ontem voltaram para casa, também serão dos últimos a se apresentarem em Alcochete, embora a utilização tenha sido pequena — apenas Trincão teve a possibilidade de jogar, tendo cumprido 27 minutos.
Debast por ‘estrear’
A presença do central no Mundial começou envolta em dúvidas, já que Debast integrou a comitiva estando lesionado (contraiu lesão muscular na zona do fémur da perna na véspera do duelo com o Rio Ave, a 11 de maio). O defesa foi sendo reavaliado, o selecionador Rudi Garcia, em conjunto com o departamento médico, decidiu mantê-lo nos EUA e, agora, Debast, ainda que sem minutos, é o único leão ainda presente no Campeonato do Mundo.
Espanha é agora o adversário nos quartos de final e Debast, que já esteve no banco com os Estados Unidos, está apto a ir a jogo…
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