Rui Casaca 'chora' «morte» do Boavista e visa Liga, FPF, Câmara e antigos dirigentes

Rui Casaca chora morte do Boavista e visa Liga, FPF, Câmara e antigos dirigentes


Quando um clube morre, morre também uma parte daqueles que lhe dedicaram a vida. É uma tragédia anunciada, evitável e profundamente vergonhosa. Hoje, sinto uma dor que dificilmente se consegue explicar. (…) O Boavista não é apenas um clube. É história. É identidade. É património da cidade do Porto. É uma instituição que resistiu a crises, a mudanças de gerações e a inúmeros desafios, mas que acabou derrotada pela incompetência, pela falta de visão, pelo amadorismo e pela ausência de responsabilidade de quem tinha o dever de a proteger. Durante anos, disseram-nos que estava tudo controlado. Alimentaram-se esperanças, repetiram-se promessas e tentou-se esconder a verdadeira dimensão do problema. Hoje, perante este desfecho dramático, ninguém assume a culpa. Ninguém pede desculpa. Ninguém responde perante os sócios, os adeptos, os atletas das modalidades e a história do clube. (…) É inaceitável. É revoltante. E é profundamente ofensivo para todos os que deram a vida pelo Boavista. (…) Os dirigentes passam. O Boavista fica. E é precisamente por tudo isto que me recuso a aceitar que tudo termine sem consequências. A história não pode ser apagada, a memória não pode ser traída e os responsáveis não podem ficar escondidos atrás do silêncio. Enquanto tiver voz, não me vou calar. Pelo Boavista. Pela sua história. Pelas suas modalidades. Pela verdade. E pela responsabilização de quem deixou cair um gigante do futebol português e do desporto nacional numa tragédia que nunca deveria ter acontecido.

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