A RENAMO voltou a exibir ao público as feridas que insiste em esconder. Clementina Bomba, Secretária-Geral e uma das figuras mais influentes do partido, foi impedida de entrar na sede provincial de Maputo por membros que afirmam representar a “disciplina interna”, mas que, na prática agiram como donos do portão.
O clima azedou em minutos. Gritos, insultos e queima de camisetas tomaram conta da entrada da sede, mostrando uma estrutura partidária incapaz de conviver com as suas próprias correntes internas. Relatos indicam que parte dos envolvidos mantém posições dentro do partido sem qualquer responsabilidade estatutária, num claro reflexo de infiltração de grupos que lutam apenas por espaço de influência.
O episódio atingiu o auge quando membros de duas facções disputaram fisicamente a cadeira reservada ao novo líder dos desmobilizados. A imagem, que correu entre militantes, tornou-se símbolo de um partido onde cada centímetro de poder é arrancado à força, mesmo que isso exponha ao país inteiro a guerra interna que se amplia a cada semana.
A crise já não parece um desentendimento pontual, mas sim um sinal evidente de que a RENAMO enfrenta um colapso de autoridade, disciplina e coesão. Nada sugere que o cenário vá melhorar tão cedo.
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