Uma professora de Murapaniua 2, que liderava um grupo de poupança comunitária, desapareceu no dia 10 deste mês e reapareceu apenas um dia depois, levantando mais dúvidas do que respostas entre os membros da associação.
O desaparecimento da docente deu-se num momento sensível, pois estava prestes a abrir o cofre colectivo e distribuir os fundos economizados aos participantes.
A professora alegou ter sido sequestrada após embarcar num táxi-mota, mas sua narrativa apresenta inconsistências. Segundo o relato, teria sido colocada um capacete pesado, mas não recorda como entrou no local onde ficou retida. Ela afirmou não ter sofrido torturas físicas, mas descreveu ter presenciado uma situação de violência sexual contra outra mulher no local.
Apesar do retorno e da promessa de que a distribuição dos fundos ocorrerá ainda este mês, a professora pediu mais tempo para se recuperar, adiando a definição de uma data concreta.
Contudo, o clima entre os membros do grupo continua tenso. Muitos suspeitam que o desaparecimento tenha sido uma encenação para mascarar um possível desvio dos valores poupados. As dúvidas crescem especialmente porque o desaparecimento ocorreu justamente antes da abertura do cofre, o que reforça a desconfiança de que o sequestro foi usado para ganhar tempo ou ocultar irregularidades.
A situação exige uma investigação rigorosa para esclarecer os fatos e garantir a transparência e a segurança dos fundos que pertencem à comunidade.





