O estreito nunca esteve completamente fechado. Os iranianos permitem a passagem de alguns petroleiros de parceiros estratégicos, porém, mediante o pagamento de um ‘pedágio’ que pode chegar a até US$ 2 milhões por navio.
Além disso, as próprias embarcações iranianas também tinham passagem livre, mantendo em funcionamento a principal fonte de receita do país. Segundo a empresa de dados e análise Kpler, o Irã exportou, em média, 1,85 milhão de barris de petróleo por dia.
Nesta segunda-feira (13), porém, Trump também passou a obstruir a rota. “Eu também instrui a nossa Marinha a procurar e abordar todos os embarques em águas internacionais que tenham pagamento de pedágio ao Irã. Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em águas abertas”, disse o republicano na postagem na rede social Truth Social.
A estratégia do presidente norte-americano é semelhante à adotada em janeiro deste ano na Venezuela: o estrangulamento financeiro.
Ao fechar a via para embarcações, Donald Trump corta uma importante fonte de receita do governo iraniano, já que o petróleo representa cerca de 10% a 15% do PIB do país.
Trump disse à emissora Fox News que “não vamos deixar o Irã lucrar vendendo petróleo para quem eles amam e não para quem eles não amam”, afirmando que o objetivo do bloqueio naval americano era permitir a passagem de “tudo ou nada” pelo estreito de Ormuz.
Analistas sugerem que as declarações de Trump e o bloqueio naval visam pressionar o Irã a fechar um acordo de paz nos termos americanos, algo que não ocorreu nos últimos dias.
No programa “Face the Nation” (“Encarando a Nação”, em tradução livre), da emissora americana CBS, o congressista republicano Mike Turner, de Ohio, afirmou que o bloqueio naval norte-americano era uma forma de forçar uma resolução para o fechamento do estreito de Ormuz.
A estratégia de Trump, porém, pode ser uma faca de duas gomas.
Enquanto a principal fonte de renda do governo iraniano é interrompida, por outro lado, com o bloqueio do pouco petróleo que ainda passa pelo Estreito de Ormuz, o preço da commodity pode voltar às alturas, o que pressiona ainda mais a inflação global e a norte-americana.
Para além do preço, alguns analistas também apontam que o bloqueio pode pressionar países com forte dependência do petróleo do Golfo, especialmente a China, a adoptar uma postura mais activa para influenciar o Irão. Principal compradora de petróleo da região, Pequim teria interesse direto na estabilização do fluxo energético.
Por fim, o bloqueio também pode colocar em risco o frágil cessar-fogo de duas semanas previstas entre EUA e Irã.
No domingo, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que qualquer embarque militar que tente se aproximar do Estreito de Ormuz será considerado uma violação do cessar-fogo e será tratado de forma severa e decisiva.
O regime iraniano chamou a ação dos EUA de “ilegal e um exemplo de pirataria”.
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