UEM inaugura primeiro serpentário para produzir soros

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) reabriu, esta terça-feira, o seu serpentário em Maputo. Esta infraestrutura é a primeira do género na história do país. Além disso, o espaço garante condições ideais para o estudo de serpentes em ambiente controlado. Assim, o projeto promove a conservação das espécies e a investigação científica avançada.

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Revolução verde em Sanga: comunidades adoptam fertilizantes orgânicos para garantir sustentabilidade

Sanga (Niassa) — Desde 2024, o distrito de Sanga vive uma mudança estrutural nas práticas agrícolas. Comunidades da área de Chipanje Cheto estão a substituir adubos químicos por soluções orgânicas. A iniciativa integra o projecto “Governação Comunitária de Chipanje Cheto”.

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Terroristas forçam o deslocamento de quase 800…

Maputo, 5 Mai (AIM) – A Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou que os recentes ataques jihadistas no distrito de Nangade, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, obrigaram à deslocação de 776 pessoas, correspondentes a 173 agregados familiares.

O ataque mais recente ocorreu na quinta-feira, quando um grupo de terroristas incendiou uma histórica igreja católica, na freguesia de São Luís de Montfort. Durante o ataque, uma pessoa foi morta.
A Diocese de Pemba aponta que mais de 300 católicos foram mortos desde o início dos ataques terroristas em Outubro de 2017, e pelo menos 117 igrejas e capelas foram destruídas em Cabo Delgado.
Segundo o comunicado da OIM – que abrange o período de 17 a 25 de Abril – as vítimas (incluindo crianças e mulheres) fugiram a pé principalmente das localidades de Nkonga, Machava, Samora Machel e Muangaza, em busca de segurança na região de Mualela.
O documento salienta que as vítimas enfrentam necessidades humanitárias imediatas, como alimentos, abrigo de emergência e produtos não alimentares essenciais.

O projecto independente de registo de conflitos ACLED (Armed Conflict Location and Event Data Project) alertou que a actividade terrorista tendia a intensificar-se no passado mês de Abril, especialmente nas aldeias dos distritos de Macomia (Litandacua) e Muidumbe (Miangaleua).

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Mais de 1.000 tipos diferentes de medicamentos…

Maputo, 5 Mai (AIM) – As autoridades moçambicanas apreenderam, no primeiro trimestre, 101.600 tipos diferentes de medicamentos roubados ao Sistema Nacional de Saúde (SNS).

Segundo Cassiano João, porta-voz da Autoridade Reguladora do Medicamento do país (Anarme), citado pela Agência Notícias Portuguesa (LUSA), dois indivíduos foram detidos por alegado peculato, num total de 11 envolvidos nos casos. Um dos detidos é profissional de saúde.

Os medicamentos foram vendidos a farmácias privadas e outros revendedores autorizados.

João explicou que da fiscalização de 133 farmácias, clínicas e supermercados, “cerca de mil medicamentos eram estimulantes sexuais, numa lista que inclui também metformina, antimaláricos e bupivacaína injetável falsificada”.

“É preciso evitar comprar medicamentos fora de locais não autorizados, evitar adquirir produtos vendidos online e evitar adquirir produtos sem prescrição de profissional de saúde”, afirmou.

Em Janeiro passado, as autoridades denunciaram o roubo de medicamentos antimaláricos no valor de 42 milhões de meticais (cerca de 657 mil dólares, ao câmbio actual) dos armazéns médicos centrais do Serviço Nacional de Saúde, na província de Maputo.

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Diplomacia económica de Chapo desbloqueia fundos e expõe entraves ao investimento em Moçambique

A recente visita do Presidente da República, Daniel Chapo à Etiópia resultou no desbloqueio imediato de fundos da Ethiopian Airlines que estavam retidos em Moçambique. Os valores, segundo fontes ligadas ao processo, foram libertados no próprio dia após intervenção directa do Chefe de Estado.

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Medidas para atrair novos investimentos cruciais…

Maputo, 5 Mai (AIM) – O ministro da Economia de Moçambique, Basílio Muhate, acredita que medidas concretas focadas no estabelecimento de acordos e parcerias para atrair novos investimentos são cruciais para o desenvolvimento do sector empresarial do país.

Segundo Muhate, falando segunda-feira, em Maputo, numa cerimónia destinada a avaliar os preparativos para a 61ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), a presença empresarial orientada para resultados concretos deve também ser crucial para gerar negócios e consolidar parcerias estratégicas.

“Uma feira sem acordos assinados não é uma feira, uma feira sem o estabelecimento de parcerias não é uma feira. A FACIM é uma feira anual, multissectorial, que reúne num único espaço todos os sectores económicos à escala nacional e internacional”, afirmou.

O ministro explicou que a edição deste ano, que decorrerá sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável”, está alinhada com as tendências globais e as actuais prioridades de desenvolvimento económico, apostando numa articulação mais eficaz entre os sectores público e privado.

“O evento continua a afirmar-se como uma plataforma estratégica para promover as exportações, atrair investimento e fortalecer a integração económica de Moçambique nos mercados regionais e internacionais”, disse.

A cerca de quatro meses da feira, o ministro partilhou as acções em curso com o sector privado e reiterou a necessidade de consolidar a FACIM como espaço privilegiado de convergência de interesses económicos, de inovação empresarial e de estabelecimento de parcerias estruturantes.

Muhate manifestou ainda a expectativa de que a nova abordagem do evento, marcada por um maior protagonismo do sector privado e uma maior aposta em resultados mensuráveis, traga um novo dinamismo à feira. “Esperamos que a nova abordagem, com foco nos resultados e na liderança do setor privado, traga mais dinamismo ao evento”, disse.

Por sua vez, Amâncio Gume, vice-presidente da Confederação das Associações Empresariais (CTA) do país, a FACIM é uma plataforma consolidada de promoção empresarial, investimento e integração económica.

No entanto, disse ele, o país enfrenta desafios persistentes relacionados com limitações no acesso a moeda estrangeira (particularmente dólares), dificuldades de financiamento, elevados custos operacionais e problemas no abastecimento de combustível.
“Estes factores condicionam a competitividade das empresas nacionais”, disse.

(MIRAR)
PC/anúncio/

Moçambique e África do Sul unem esforços…

Maputo, 5 Mai (AIM) – Os governos de Moçambique e da África do Sul uniram esforços para desencorajar actos xenófobos cometidos por cidadãos sul-africanos contra estrangeiros de origem africana.

Nos últimos meses, vários cidadãos sul-africanos têm levado a cabo protestos anti-migrantes contra africanos, incluindo moçambicanos. O foco destes atos xenófobos, que têm sido recorrentes, tem como alvo os negros africanos.

A discriminação contra cidadãos estrangeiros também tem levado a saques, deslocamentos, assédio e motins mortais em assentamentos informais.

Alguns partidos políticos sul-africanos (Action SA e Inkatha Freedom Party) também aderiram às manifestações, alegando que estão a protestar contra os migrantes indocumentados.

Segundo a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Maria de Fátima Manso, falando segunda-feira aos jornalistas, em Maputo, esta onda de xenofobia levou o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, a deslocar-se a Pretória para um encontro com o seu sul-africano, Cyril Ramaphosa.

O secretário explicou que o encontro visa avaliar a situação e procurar soluções conjuntas que garantam a coexistência pacífica, num contexto de tensão crescente em várias cidades sul-africanas, onde comunidades estrangeiras têm sido alvo de protestos e ameaças de expulsão.

“O governo está a monitorizar a situação há cerca de duas semanas, após o surgimento de grupos de cidadãos sul-africanos que iniciaram manifestações contra a presença de estrangeiros indocumentados”, disse.

Segundo Manso, os atos xenófobos têm ocorrido com maior intensidade em Durban. “Mais de 300 mil moçambicanos residem na África do Sul. Neste momento delicado, enfrentam terror, medo e incerteza sobre o seu futuro”, disse ela.

Ela garantiu que apesar do clima tenso, a Embaixada de Moçambique na África do Sul “ainda não registou quaisquer mortes, agressões físicas ou perdas de bens de cidadãos moçambicanos resultantes destas manifestações”.

“Nos últimos dias, têm circulado nas redes sociais mensagens apelando a protestos nas cidades da Cidade do Cabo, Joanesburgo, Pretória e Durban, facto que elevou o nível de alerta entre as autoridades”, afirmou.

Segundo o secretário, as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas, em coordenação com a polícia sul-africana, estão a monitorizar a situação, “com planos de reforçar o contingente policial e militar para conter as manifestações e prevenir surtos de violência”.

“Dada a situação, os governos de Moçambique e da África do Sul estão em contacto regular com vista a mitigar o impacto destas manifestações. O governo está a criar condições perto da fronteira de Ressano Garcia para acolher os cidadãos nacionais que, por razões de segurança, pretendam regressar ao país”, afirmou.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, já expressou a sua “profunda preocupação com os relatos de ataques xenófobos e atos de assédio e intimidação contra migrantes e cidadãos estrangeiros”.

(MIRAR)

MR/Anúncio/

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