UM corpo que treme não é um corpo fraco. Esta é a premissa de um “workshop” de dança contemporânea a ser sábado orientado, em Braga, Portugal, pelo bailarino e coreografo moçambicano Pak Ndjamena.
A oficina, intitulada “Tremuria” e que antecede a apresentação do número “Ancenstralidade Vital”, integra a programação da Call Oficina, uma iniciativa voltada à promoção da dança contemporânea, reunindo propostas de criação e formação artística. O programa inclui, muitas vezes, “workshops”, residências e performances.
De acordo com uma nota sobre ambos eventos, a sessão de formação parte da ideia do tremor como impulso primordial e trabalha o eixo de gravidade e a região pélvica como centro de energia.
“A proposta convida os participantes a explorar limites físicos e simbólicos através do movimento”, lê-se no documento no qual se acrescenta que Pak Ndjamena também se propõe a transformar cada gesto em escuta da pele e do chão.
Neste sentido, “cada vibração em reorganização interna, um lugar onde o corpo se torna campo de criação, memória e invenção”, acrescentam os organizadores.
No entanto, na noite do mesmo dia, o artista moçambicano apresentará um espectáculo a solo, intitulado “Ancestralidade Vital”. Trata-se de uma performance com duração de 30 minutos e que investiga a presença das heranças corporais no presente.
De acordo com a sinopse da perfomance, o trabalho emerge da escuta profunda das heranças corporais, gestos, ritmos, respirações e silêncios, que atravessam gerações e sobrevivem em cada movimento.
“Entre o ritual e a dança, entre o grito e o sussurro, o palco transforma-se num lugar de convocação: presenças invisíveis, vozes de antepassados, fluxos de tempo, raízes que se entrelaçam ao chão. O corpo torna-se território, tambor, arquivo vivo, e o público assiste a um instante em que o passado pulsa e o futuro se anuncia”, lê-se na sinopse.
Pak Ndjamena é o nome artístico de Bernardo Guiamba, um artista multidisciplinar que também trabalha como músico, actor e promotor cultural. O seu trabalho valeu-lhe o primeiro lugar nos Prémios Mozal Artes e Cultura 2019, na categoria de dança. O artista já apresentou mais de 20 peças em diferentes contextos e geografias.
As actividades decorrem na Arte Total, no Mercado Cultural do Carandá, em Braga, uma escola fundada em 1992 por Cristina Mendanha e que assumiu um papel pioneiro no ensino da dança contemporânea no norte de Portugal.
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