A província de Nampula volta a posicionar-se entre as regiões mais vulneráveis do país durante a época chuvosa e ciclónica. Chuvas intensas, ventos fortes e ciclones têm, ao longo dos anos, provocado destruição recorrente e deixado milhares de famílias desalojadas. Para a temporada 2025–2026, o Instituto Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (INGD) já traçou o cenário de possíveis impactos.
Segundo a instituição, mais de 900 mil pessoas poderão ser afectadas caso a província registe eventos climáticos severos. O levantamento inclui zonas consideradas críticas, onde inundações e ventos fortes tendem a causar maiores danos humanos e materiais.
Como medida preventiva, o INGD reactivou 246 comités locais de gestão de risco e desastre, estruturas comunitárias que actuam na sensibilização, monitoria e resposta imediata a emergências. Com o início da época chuvosa, estes comités estão novamente operacionais e a receber capacitação para reforçar a eficácia das operações no terreno.

A delegada do INGD em Nampula explica que a província dispõe de meios de apoio para situações de evacuação urgente. Entre os recursos estão três pontos móveis, estruturas metálicas montadas sobre viaturas e utilizadas como pontes temporárias em áreas de trânsito crítico, além de embarcações prontas a serem accionadas em caso de cheias.
Os membros dos comités operativos de emergência encontram-se em formação contínua para aprimorar técnicas de salvamento, monitoria e comunicação de risco nas comunidades mais expostas.
Com a aproximação do pico da época chuvosa, as autoridades reforçam o apelo à vigilância e à colaboração comunitária, lembrando que a preparação local continua a ser uma das principais armas contra os impactos dos fenómenos climáticos extremos.





