Muchanga foi suspenso da adesão à Renamo por um período indeterminado. No entanto, ele levou o caso a tribunal e ganhou o caso. O Tribunal da Cidade emitiu uma decisão a favor de Muchanga, suspendendo a decisão do Conselho Jurisdicional do partido.
Segundo Munchanga, falando sábado aos membros da Renamo, durante a sua visita à província central da Zambézia, o legado deixado pelo falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, está a ser minado pela actual liderança.
“As divisões que actualmente afectam os assuntos internos do partido decorrem da incapacidade da actual liderança em gerir os assuntos da organização. Várias tentativas de resolver as questões através dos órgãos internos da Renamo não conseguiram produzir resultados satisfatórios”, afirmou, citado pelo jornal independente “O País”.
Muchanga explicou ainda que o encontro com outros membros serviu para analisar a situação interna do partido e discutir possíveis soluções para a sua reorganização.
“A liderança de Momade adopta medidas repressivas contra membros que expressam opiniões divergentes, situação que tem contribuído para a escalada de tensões internas”, disse.
A Renamo já foi o principal partido da oposição do país, mas agora foi claramente ultrapassada pela Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), liderada pelo antigo candidato presidencial Venâncio Mondlane.
Sou/
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