O transporte por aplicativo revolucionou o transporte urbano no Brasil, oferecendo facilidade para passageiros e fonte de renda para quase 1,5 milhão de motoristas. Contudo, a actividade é marcada por longas horas de trabalho e uma crescente onda de violência, que inclui agressões, assaltos, sequestros e tiroteios.
Apesar da demanda alta, os motoristas vivem apertados financeiramente. O aumento do preço dos carros e dos combustíveis não foi acompanhado pela elevação das tarifas, forçando jornadas que ultrapassam 14 ou 15 horas diárias para garantir o sustento.
Adriano, motorista desde 2018, ressalta: “nós temos que trabalhar no mínimo aí 14, 15 horas para ver a cor do dinheiro“. Para Geraldo, veterano em São Paulo, o motivo para encarar a rotina pesada é a necessidade financeira: “o que força a gente a trabalhar é o financeiro, não adianta, para sobreviver a gente precisa encarar qualquer situação“.
Os riscos são reais e constantes. Geraldo, em 2022, sofreu tentativa de assalto com disparo de chumbinho ao reagir, deixando sequelas físicas. Em Goiânia, câmeras flagraram um motorista sendo mordido por um ladrão que ameaçava: “passa o celular que vou matar“.
Outro caso em Goiânia envolveu briga por cinto de segurança, onde o motorista revidou a agressão do passageiro, que chegou a ameaçar com facão. Gilvan, o motorista, reconhece o perigo: “loucura, né? Loucura eu ter reagido, só que é instinto“.
Larissa, agredida por passageiro após pedir para abaixar o som, carrega até hoje o trauma. Três anos depois, ela revela: “se algum passageiro falar um pouquinho mais alto comigo eu tenho medo, eu tenho muito medo“.
A região metropolitana do Rio concentra os maiores índices de violência contra motoristas. Segundo o Instituto Fogo Cruzado, 17 motoristas foram baleados neste ano, um aumento de 70% em relação ao ano anterior. Mortes quadruplicaram.
Léo, motorista experiente, descreve abordagens armadas e intimidadoras, dizendo que o Rio é “o local mais perigoso para ser motorista de aplicativo”. Simone vive a dor do filho Iago, baleado na cabeça em Belford Roxo e em estado grave.
André sofreu extorsão em uma favela do Rio, ficando refém por 40 minutos e perdendo cartões e celular. Apesar da operação policial que recuperou seu carro, ele lamenta o trauma: “tava bem animado, contente, e aí de repente isso me foi arrancado“.
Para tentar driblar os riscos, motoristas adotam câmeras internas para registrar tudo. Algumas plataformas integraram botões de pânico com a polícia, especialmente no Rio de Janeiro, permitindo acionamento rápido em situações de perigo.
No entanto, a falta de dados consolidados dificulta mensurar a real dimensão da violência, e muitos profissionais continuam expostos à insegurança e à exploração.
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