Morreu hoje, aos 84 anos de idade, em Chicago, nos Estados Unidos, o defensor dos direitos civis e reverendo Jesse Jackson, rodeado pelos seus entes queridos, segundo informou a família em comunicado.
“É com profunda tristeza que anunciamos a morte do líder de Direitos Civis e fundador da coligação Rainbow PUSH, o honrado reverendo Jesse Louis Jackson. Ele morreu pacificamente na manhã de terça-feira, rodeado pela sua família”, descreve a nota, acrescentando que “o seu compromisso inabalável para com a justiça, igualdade, e direitos humanos ajudou a construir um movimento global pela liberdade e pela dignidade”.
A família fala de um agente incansável da mudança. Ele conseguiu elevar as vozes dos que não a tinham – das suas campanhas presidenciais nos anos 80 à mobilização de milhões para se registarem e votaram – deixando uma marca indelével na história”. Jesse Jackson deixa para trás a mulher e seis filhos.
Discípulo de Martin Luther King, Jackson fundou e dirigiu, na década de 1970, a PUSH (People United to Serve Humanity), organização que lutou para melhorar as condições de vida das comunidades desfavorecidas da América. Assumiu um papel fundamental como intermediário pela paz, negociando acordos com Síria, Iraque, Cuba e Jugoslávia para a libertação de prisioneiros.
Em 1984 e 1988 foi candidato à nomeação do Partido Democrata para Presidente dos EUA. Não venceu, mas a sua notoriedade e capacidade de mobilizar o voto afro-americano influenciou de forma decisiva as políticas do partido nos anos e décadas seguintes.
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