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Modelos de gestão de lixo devem adequar-se à…

UM dos principais desafios da gestão de resíduos sólidos no país não é a quantidade produzida, mas a falta de recursos financeiros e a inadequação de modelos aplicados, considera Stephane Temperman, presidente da Associação Moçambicana de Reciclagem (AMOR).

Para a fonte, o modelo de recolha de lixo usado actualmente nos municípios é importado de países europeus e não se adequa à realidade moçambicana.

“Grande parte do que é contabilizado como lixo inclui areia e biomassa, materiais que podem permanecer nos quintais sem impacto ambiental significativo. Ao focar apenas nos resíduos efectivamente poluentes, o volume diário por pessoa reduz substancialmente, tornando a gestão mais viável”, explica.

Temperman defende ainda a adopção do modelo de moedas azuis, que propõe o pagamento de um valor fixo por tonelada de lixo recolhido, incentivando o envolvimento activo das comunidades locais na gestão de resíduos.

Além dos benefícios ambientais, esta estratégia também gera impacto económico positivo, ao criar empregos na cadeia de recolha, triagem e reciclagem, bem como fortalece cooperativas e reduz custos públicos com limpeza urbana.

Paralelamente, promove a educação ambiental e reforça a ideia de responsabilidade compartilhada entre o Governo, empresas e cidadãos. “Todo trabalho merece salário”, defende Stephane Temperman.

A fonte referiu que ao contrário de modelos baseados no voluntariado, a AMOR opta nas suas actividades por remunerar directamente os membros das comunidades envolvidas na recolha dos resíduos.

Explicou que ao oferecer um reembolso, cria-se um estímulo directo para que as pessoas participem activamente do processo de reciclagem. Isso reduz significativamente o descarte irregular, poluição urbana e preserva recursos naturais, pois materiais como plástico, vidro e alumínio retornam ao ciclo produtivo e não acabam em lixeiras.

Stephane Temperman falava sexta-feira, em Maputo, no encerramento do Projecto Resiliência aos Resíduos Costeiros em Moçambique (RRCM), uma iniciativa liderada pelaAMOR, em parceria com organizações da sociedade civil.

O projecto, que visava promover a gestão sustentável dos resíduos nas zonas costeiras, foi implementado, nos últimos dois anos, nos municípios de Maputo, Inhambane, Vilankulo, Beira e Pemba.

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