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Moçambique procura experiência do Uganda para…

Maputo, 13 Mai (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, acredita que o país pode aprender com o Uganda sobre como erradicar o terrorismo islâmico na província nortenha de Cabo Delgado, uma vez que este país africano tem experiência no confronto com grupos extremistas.

Segundo Chapo, que falava terça-feira, em Kampala, durante a sua participação na cerimónia em que Yoweri Museveni tomou posse para o sétimo mandato como Presidente do Uganda, as relações entre Moçambique e Uganda baseiam-se em laços históricos construídos durante as lutas de libertação africanas.

“O Uganda tem uma vasta experiência no combate ao terrorismo. O Presidente Museveni conhece Cabo Delgado intimamente e Moçambique considera o Uganda um parceiro importante no combate ao terrorismo que afecta aquela província”, afirmou.

“A nossa relação com o Uganda é histórica. Os primeiros 80 combatentes da luta de libertação do Uganda foram treinados em Moçambique, incluindo o Presidente Museveni. Ele possui um conhecimento profundo da província de Cabo Delgado, particularmente do distrito de Montepuez, onde recebeu treino militar durante a luta armada do Uganda”, acrescentou.

Chapo apelou também ao aprofundamento da cooperação económica entre Moçambique e Uganda, com vista à criação de melhores condições de vida para os seus respectivos povos.

“O objectivo é fortalecer cada vez mais as relações de amizade e cooperação entre os dois países, criando condições para o desenvolvimento económico e melhores condições de vida para os nossos povos”, enfatizou.

Segundo Chapo, a presença moçambicana na cerimónia de inauguração visa reafirmar os laços históricos e políticos entre os dois países.

“Dada esta relação histórica, considerámos extremamente importante estar presente nesta inauguração. Durante o seu discurso de investidura, Museveni destacou o papel desempenhado por Moçambique, Tanzânia e Uganda nos movimentos de libertação do continente africano”, disse.

Museveni – que está no poder desde 1986 e alterou a Constituição duas vezes para eliminar os limites de idade e mandato – toma posse após uma vitória controversa contestada pelo seu principal rival, o músico da oposição Robert Kyagulanyi Ssentamu, mais conhecido como Bobi Wine.

Bobi Wine foi forçado a fugir do país após as eleições, alegando temer pela sua vida depois de o exército e a polícia terem invadido a sua casa em Kampala.

(MIRAR)

NL/Anúncio/

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