Maputo, 17 Abr (AIM) – O ministro da Saúde de Moçambique, Ussene Isse, alertou quarta-feira para a “tragédia silenciosa” representada pelo aumento de doenças crónicas, mas não infecciosas.
Falando no parlamento moçambicano, a Assembleia da República, Isse sublinhou que por trás do aumento das doenças crónicas estão factores de risco como a obesidade e a hipertensão. Disse que o número de moçambicanos com excesso de peso aumentou de 21,2 por cento da população adulta em 2005 para 35,5 por cento em 2024.
“O que estamos a assistir é um aumento dos factores de risco evitáveis, e sublinho os evitáveis”, disse. A falta de atividade física, hábitos alimentares inadequados e o consumo de tabaco e de álcool agravaram a situação.
Isse acrescentou que o público desconhece em grande parte “doenças silenciosas” como a diabetes e a hipertensão, o que faz com que muitas pessoas que sofrem de doenças crónicas nem sequer saibam que estão doentes, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de complicações graves”.
Ele instou o público a se submeter a exames regulares para doenças crônicas.
O perfil epidemiológico do país está a mudar, afirmou o Ministro. A percentagem de pessoas que sofrem de doenças infecciosas está a diminuir, mas as que sofrem de traumas e doenças crónicas não infecciosas estão a aumentar, sendo agora responsáveis por cerca de 60 por cento da procura de serviços de saúde.
Salientou que a taxa de mortalidade por doenças crónicas aumentou de oito por cento em 2007 para 37 por cento em 2024.
Isse argumentou também que o tratamento da diabetes ou da hipertensão é significativamente mais caro do que o tratamento de doenças tão comuns como a malária “o que poderia aumentar a pressão sobre o orçamento do sector da saúde”.
Apelou a uma “mudança de paradigma”, em que mais recursos do Serviço Nacional de Saúde pudessem ser alocados à “prevenção, educação e adaptação para responder às doenças crónicas”.
(MIRAR)
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