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Maputo perde fluidez no labirinto das obras -…

QUITÉRIA UAMUSSE

A CIRCULAÇÃO na capital do país transformou-se, nas últimas semanas, num verdadeiro teste de paciência para automobilistas, pedestres e transportadores semi-colectivos porque grande parte dos troços das vias com duas a três faixas de rodagem está interdita devido às escavações para a reabilitação do sistema de drenagem.

As obras, inseridas no quadro da implementação do Projecto Transformação Urbana de Maputo (PTUM) visam mitigar as recorrentes inundações que assolam a urbe durante a época chuvosa. Assim, as estradas livres acabam sendo usadas para o trânsito em dois sentidos, tornando-se mais estreitas e insuficientes para um tráfego intenso que caracteriza a cidade de Maputo.

Se nas horas mortas, o cenário é desafiador, nos períodos de ponta, avenidas geralmente movimentadas, como a Guerra Popular, desde a Praça dos Trabalhadores até à Josina Machel, a “Filipe Samuel Magaia” e Karl Marx, no bairro Central, e a Eduardo Mondlane, no Alto Maé passam a registar congestionamentos que se estendem por quilómetros.

O tempo médio de deslocação chega a triplicar para muitos trabalhadores e estudantes, que relatam atrasos constantes no acesso aos locais laborais e às escolas.

Para quem depende do transporte público, a realidade é ainda mais delicada: paragens superlotadas, chapas a circular fora dos horários habituais e percursos improvisados tornaram-se parte da rotina diária.

Transportadores que operam nas rotas urbanas queixam-se da falta de sinalização adequada nas zonas em obra e da inexistência de vias alternativas claramente definidas.

Relatam, igualmente, a ausência de placas informativas e de orientação, o que os obriga a fazer manobras arriscadas ou a percorrer longas distâncias para contornar bloqueios inesperados, aumentando custos operacionais, consumo de combustível e desgaste das viaturas.

Embora reconheçam a importância das intervenções, cujo impacto foi notório, em Janeiro, durante as semanas de chuvas intensas, nas quais não houve alagamentos na Baixa, munícipes defendem maior coordenação por parte do Conselho Municipal de Maputo.

O município por sua vez, indica que as intervenções em várias vias e em simultâneo visam assegurar que as obras sejam concluídas e entregues até Outubro, segundo o acordado com o parceiro.

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Lusa

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