Sarmento Manjate
NUM país ciclicamente marcado por cheias, ciclones e outras manifestações extremas da vulnerabilidade climática, as recentes chuvas que assolaram as regiões sul e centro de Moçambique voltaram a expor feridas estruturais antigas: habitação precária, pobreza persistente e uma frágil capacidade de resposta de muitas comunidades. Contudo, em meio à dor colectiva, emergiu também o que de mais nobre caracteriza a sociedade moçambicana: a solidariedade espontânea e profunda.
Milhares de cidadãos anónimos mobilizaram-se para apoiar os afectados, partilhando alimentos, abrigo, tempo e afecto. Neste cenário de sofrimento e empatia, a presença da Primeira-Dama, Mamã Gueta Chapo, assumiu um significado que ultrapassa o gesto protocolar e se inscreve no domínio simbólico da liderança moral. Ao abandonar o conforto do Palácio Presidencial para estar junto do povo, não como espectadora distante, mas como participante sensível da dor alheia, Mamã Gueta reafirmou uma concepção de liderança fundada na proximidade, na escuta e na compaixão.
A sua atitude não foi apenas institucional; foi profundamente maternal e politicamente pedagógica. Sorrir com o povo quando há esperança e chorar com ele quando a dor é incontornável constitui um acto de reconhecimento da dignidade humana dos mais vulneráveis. Num contexto em que a política é frequentemente percebida como distante e indiferente, a presença física e emocional da Primeira-Dama reconfigura a relação entre o poder e os cidadãos, humanizando o Estado e aproximando-o das realidades concretas da população.
Assim, Mamã Gueta Chapo emerge como verdadeira Mãe da Nação, não por título mero formal, mas pela prática quotidiana de cuidado e mobilização. O seu exemplo tem um efeito multiplicador: convoca consciências, inspira acções solidárias e reforça a ideia de que a liderança autêntica não se exerce apenas por decretos, mas sobretudo por gestos que criam vínculos e restauram a esperança colectiva.
Num país ainda jovem, marcado por desafios estruturais profundos, este tipo de liderança tem um valor estratégico inestimável. Ela educa pelo exemplo, demonstra que o poder pode ser exercido com empatia e recorda que a coesão social se constrói também nos momentos de crise. Mamã Gueta Chapo mostrou que estar ao lado do povo não é um favor, mas uma responsabilidade ética inerente a quem ocupa posições de destaque nacional.
Em tempos de cheias, quando as águas levam casas, bens e, por vezes, sonhos inteiros, a presença solidária de uma líder que partilha a dor e reforça a esperança torna-se um acto político de alta relevância. Mamã Gueta Chapo não apenas visitou os afectados; ela reafirmou, com actos concretos, que Moçambique continua a ser uma nação que se sustenta na solidariedade e na liderança com rosto humano.
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