Populares do bairro de Carrupeia mataram um homem de cerca de 30 anos na noite de Domingo. Ele era acusado de integrar um grupo que, segundo moradores, tem criado medo com assaltos e invasões nocturnas.
Moradores afirmam que os criminosos invadem casas durante a noite e destroem portas, móveis e outros bens. Desta vez, vários suspeitos conseguiram fugir, mas o jovem acabou cercado.
Os residentes decidiram agir por conta própria. Usaram pneus, capim e fogo para linchar o homem. Na manhã seguinte, cães e gatos já tinham devorado parte do corpo, sobretudo nas zonas genitais.
A Polícia da República de Moçambique chegou ao bairro ainda durante a noite. Alguns moradores acreditaram que as autoridades não iriam remover o corpo, porém, os agentes confirmaram a presença no local. Até a manhã de segunda-feira, o cadáver ainda permanecia na via pública.
Alguns residentes afirmaram sentir alívio, mas, ao mesmo tempo, lamentaram o cenário de violência. “Não é bom, é feio para nós como mães”, declarou uma moradora. Segundo ela, a criminalidade preocupa, mas a justiça privada não resolve o problema.
No mesmo dia, um cidadão foi encontrado morto no bairro de Mutauanha, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Este segundo episódio aumentou a tensão entre os moradores da cidade.
A polícia e especialistas em segurança reforçam que atos de justiça privada são ilegais e perigosos. Além disso, podem comprometer investigações e gerar mais violência dentro das comunidades.
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