Por Redacção — Maputo, 5 de Novembro de 2025
O activista e académico Adriano Nuvunga compareceu, esta quarta-feira, à Quarta Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, para o início do julgamento do mediático caso “219 milhões”, que envolve também o político Albino Forquilha, presidente do partido PODEMOS.
O processo, que tem captado a atenção da opinião pública desde o seu anúncio, diz respeito a alegadas transferências de 219 milhões de meticais destinadas, segundo a acusação, a influenciar a divulgação dos resultados eleitorais das eleições de 9 de Outubro passado.
A sessão decorreu sob forte presença mediática e segurança reforçada. Adriano Nuvunga, conhecido pela sua actuação cívica em defesa dos direitos humanos e da transparência, chegou ao tribunal acompanhado do seu advogado, Ilídio Macia, e visivelmente preparado, trazendo documentação e declarações escritas.
Já Albino Forquilha, apontado como o principal beneficiário do montante em causa, optou por manter-se reservado durante a audiência, limitando-se a reafirmar a sua inocência e a sua confiança “no esclarecimento da verdade judicial”.
A data da audiência não passou despercebida: 5 de Novembro, Dia da Legalidade em Moçambique, uma coincidência que o próprio Nuvunga classificou como “um sinal moral de que a justiça deve prevalecer sobre a intriga e a manipulação”.
Em breves declarações à TV Miramar, o activista afirmou:
“Acredito na justiça. Este julgamento é uma oportunidade para reafirmar a verdade e fortalecer a cultura de legalidade no país.”
Visivelmente tranquilo, Nuvunga garantiu que a sua presença em tribunal não representa um recuo, mas sim um exercício de cidadania e responsabilidade pública.
O advogado Ilídio Macia preferiu não prestar declarações à imprensa, limitando-se a confirmar que a defesa “mantém confiança no esclarecimento dos factos e na imparcialidade do tribunal”.
Entretanto, juristas ouvidos à margem da audiência sublinham que o caso poderá abrir um precedente importante sobre a influência financeira e política em processos eleitorais, num contexto em que a sociedade civil tem vindo a exigir maior transparência e responsabilização pública.
O julgamento marca o início de uma maratona judicial de alto impacto, com potenciais implicações políticas e institucionais. Observadores afirmam que, mais do que apurar responsabilidades individuais, o processo põe à prova a robustez do sistema judicial moçambicano perante casos de forte sensibilidade política.
Ao fim da sessão, Adriano Nuvunga manteve a serenidade habitual e reafirmou que continuará “a lutar até ao fim pela consolidação efectiva do Estado de Direito em Moçambique”.
Enquanto isso, o país observa atentamente um caso que, para muitos, testa os limites da justiça e da integridade democrática em tempos de incerteza política.
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