Jovem subgerente desaparece e é encontrado morto após caso extraconjugal; vídeo do afogamento gera indignação

A morte de Nieverton, 23 anos, subgerente de uma padaria em Carapicuíba, Grande São Paulo, desencadeou forte debate nas redes sociais e colocou pressão sobre as autoridades. O jovem desapareceu dias depois de o seu envolvimento extraconjugal ser descoberto pelo marido da colega de trabalho com quem mantinha a relação.

Nieverton era descrito como dedicado e bem-humorado. Tinha acabado de comprar um apartamento e vivia um período de estabilidade. Essa rotina desmoronou quando iniciou um caso com uma colega casada da padaria. O marido da funcionária descobriu a situação e, segundo a família, o jovem passou a receber ameaças claras.

Entre os episódios relatados, dois homens numa moto teriam abordado Nieverton, e o garupa exibiu uma arma num gesto interpretado como aviso. Um dia antes do desaparecimento, Nieverton recebeu uma chamada em que, supostamente, o marido da colega ameaçou não só a ele, mas também a sua família e a esposa. A funcionária envolvida no caso deixou o emprego.

O desaparecimento coincidiu com o agravamento das ameaças. A família entrou em desespero quando recebeu um vídeo de 15 segundos mostrando o jovem dentro do Rio Tietê, lutando para sobreviver. Ele não sabia nadar. O capacete também aparece à deriva. A gravação revoltou o público porque quem filmava não pediu socorro nem tentou ajudar.

A principal questão da investigação é directa: Nieverton caiu, foi forçado a saltar ou foi atirado da ponte? A Polícia Civil trata o marido da funcionária como uma das linhas centrais de apuração. Ele será ouvido para apresentar álibis e esclarecer se tem relação com o caso.

As buscas reuniram familiares, drones e o Corpo de Bombeiros na região de Santana de Parnaíba. Dias depois, um corpo foi encontrado perto do ponto onde o jovem aparece no vídeo. As roupas permitiram à família reconhecer Nieverton.

O debate público agora segue dois caminhos: identificar quem pode ter provocado a morte do jovem e cobrar medidas de segurança na ponte sobre o Tietê, local que moradores afirmam ser usado para abandono de cadáveres. A família exige respostas rápidas e investigação séria, enquanto o caso continua a gerar indignação e discussões sobre violência motivada por ciúmes, omissão de socorro e falhas estruturais no espaço urbano.

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