FDEM AVALIAÇÃO URGENTE: Moçambique Regista VIRAGEM ECONÓMICA, Mas Dívida Pública Exige Ação Imediata – Anunciado o “Ano da Germinação” A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) atribuiu uma nota positiva à governação, num contexto ainda marcado por enormes desafios económicos. O presidente da FDEM, Lineu Candieiro, sublinha que o estadista moçambicano encontrou o país "num momento conturbado", com manifestações que se prolongaram por dois a três meses após a tomada de posse, afetando drasticamente os negócios. Entre os problemas que persistem, a dívida pública é identificada como "bastante preocupante", sendo que o país foi herdado com uma "dívida pública bastante elevada" e um "custo de vida elevado". Estratégia Presidencial e o Resgate da Confiança Empresarial Apesar dos obstáculos iniciais, a FDEM elogia a administração por estar "virado muito para aquilo que é a nossa área, a nossa área empresarial que é a economia". As visitas que o Presidente da República tem feito "à volta do mundo" trouxeram o "resgate daquilo que é a confiança empresarial". Segundo a FDEM, a estratégia do Governo em buscar investimento fora do país é fundamental, visto que sentem que "os empresários dos outros países já querem investir em Moçambique". Esta busca por recursos externos é vista como a única forma de garantir a retoma económica: "é graças à estratégia de governo em saber que o dinheiro tem que se buscar fora Não não há como nós fazermos uma economia destas e dizer que o Moçambique vai crescer se o nosso país da nação manter-se dentro deste país". O foco em atrair capital externo tem levado bancos, empresas e investidores a contactarem as federações para fazerem parte do ecossistema nacional. REFORMAS CHAVE: Gás, IVA e a Negociação Inteligente Lineu Candieiro destacou as reestruturações económicas como pontos bastante importantes da atual governação. Entre as reformas celebradas estão a questão do IVA e a inauguração do gás da SASOL há pouco tempo. Este último projeto é crucial, pois irá "reduzir a importação a 70%", o que representa um "grande ganho" dado que Moçambique enfrenta problemas de divisas e dificuldades em fazer pagamentos em moeda estrangeira. No setor de Gás Natural Liquefeito (GNL), a FDEM vê passos firmes: • Já se conta com o gás do Rovuma. • O acordo assinado entre a ENI e o governo para a segunda plataforma foi resultado de uma "negociação inteligente", garantindo que o país "já começa a ganhar muito mais" e que as PMEs (Pequenas e Médias Empresas) terão mais acesso ao trabalho do gás. • Passos muito positivos também foram dados com a ExxonMobil e a Total, que estão a fazer o levantamento da "force major". A FDEM conclui que o governo "sabe de facto que sem estes passos significativo a economia não vai não vai não vai crescer". Alerta: O Cidadão Só Sentirá o Ganho em 2027 Apesar de considerar que o Governo está "de parabéns pelos estes 8 meses de governação" por ter dado "passos significativos de retoma económica", a FDEM alerta para a lentidão do processo de colheita dos frutos. O ano atual (2025) é encarado como o momento de "lançar digamos a semente". "Quem pensar que vamos colher é uma é uma ilusão mas é aquela fase onde vamos começar a sentir que os frutos começam a germinar e só em 2027 o moçambicano vai sentir-se verdadeiramente parte da economia e vai sentir aquilo que são os ganhos". Espera-se que em 2027, "a economia tá tá tá grande e e e há frutos para para se colher e todo mundo ter alguma parte deste bolo que nós esperamos para este país".

Impactos da queda abrupta das temperaturas e instabilidade climática na Saúde e Economia Local em Moçambique

A forte oscilação climática prevista para os próximos dias em Moçambique, com queda brusca das temperaturas, chuvas intensas e trovoadas frequentes, traz riscos consideráveis para a saúde da população e para a economia local, especialmente para vendedores ambulantes e trabalhadores informais.

Saúde Pública: Riscos e Prevenção

  1. Doenças Respiratórias e Virais:
    A rápida variação térmica, com dias quentes seguidos de quedas significativas de temperatura e aumento da humidade, favorece a propagação de vírus respiratórios como gripe, resfriados e até casos mais graves de pneumonia, sobretudo entre crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa.
  2. Problemas Dermatológicos:
    A exposição prolongada ao sol durante os dias de calor intenso pode causar desidratação, queimaduras solares e agravamento de doenças de pele. A mudança repentina para clima húmido e frio pode ainda provocar irritações e alergias cutâneas.
  3. Riscos Ligados às Inundações:
    Chuvas fortes aumentam a possibilidade de alagamentos urbanos e acúmulo de água parada, criando focos para a proliferação do mosquito da malária e da dengue, doenças já endémicas em várias regiões de Moçambique.
  4. Acidentes Relacionados ao Clima:
    A combinação de chuva, estradas escorregadias e visibilidade reduzida eleva o risco de acidentes de trânsito e quedas, principalmente em áreas urbanas e rurais.

Impactos na Economia Local: Vendedores de Frutas e Trabalhadores Informais

  1. Vendedores Ambulantes de Frutas:
    • Negócios Prejudicados: Temperaturas instáveis e chuvas frequentes dificultam a conservação das frutas, reduzindo a qualidade e vida útil dos produtos.
    • Diminuição da Procura: Clientes tendem a evitar sair para comprar em dias chuvosos ou com tempo frio, afectando directamente o volume de vendas.
    • Perdas Financeiras: A imprevisibilidade do clima aumenta os riscos de perdas, pois muitos vendedores dependem do fluxo constante de pessoas nas ruas e praias.
  2. Agricultores Familiares e Pequenos Produtores:
    • Chuvas fortes e encharcamento dos campos podem atrasar o plantio e colheita, afectando a produção e a renda familiar.
    • Problemas com drenagem e erosão do solo prejudicam a sustentabilidade das lavouras.
  3. Sectores de Lazer e Turismo Local:
    • A instabilidade do clima, com chuvas e ventos fortes, pode afastar turistas e visitantes das praias e zonas turísticas, afectando directamente a economia informal ligada ao turismo, como bares, restaurantes e transporte.

Recomendações para Minimizar Danos

  • Saúde: A população deve manter cuidados básicos de higiene, hidratação e protecção contra exposição excessiva ao sol e frio. Especial atenção para grupos vulneráveis.
  • Comércio: Vendedores ambulantes devem buscar formas de proteger seus produtos da chuva (uso de coberturas) e planear estoque reduzido para evitar perdas.
  • Agricultura: Intensificar a drenagem dos campos e adequar o calendário agrícola às condições climáticas para minimizar impactos.
  • Governo e Comunidades: Investir em campanhas de sensibilização para prevenção de doenças e segurança no trânsito, bem como reforço da infraestrutura urbana para lidar com enchentes.

A oscilação rápida das condições meteorológicas em Moçambique não é apenas um fenómeno natural, mas um desafio urgente que exige preparação conjunta da população, autoridades e sectores produtivos para garantir saúde e estabilidade económica.

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