HOMENAGEM A ELVINO DIAS: UM ANO SEM O “ADVOGADO DO POVO”

Por Redacção

Familiares, amigos, colegas e admiradores reuniram-se, este sábado, 18 de Outubro, no Cemitério de Michafutene, em Marracuene, para marcar o primeiro aniversário da morte de Elvino Bernardo António Dias. Ele era advogado moçambicano e um reconhecido defensor dos direitos humanos.

Na madrugada de 19 de Outubro de 2024, no centro de Maputo, Elvino foi assassinado junto com Paulo Guambe, seu colaborador. O caso continua em investigação e, por isso, mantém viva a indignação pública.

A cerimónia, por sua vez, apresentou momentos de grande emoção e reflexão. Estiveram presentes a viúva, os filhos, familiares, simpatizantes e o presidente interino da ANAMOLA, Venâncio Mondlane, que referiu Elvino como conselheiro jurídico e amigo íntimo.

Além disso, durante o acto depositaram-se flores junto à campa, gesto que simbolizou gratidão pelo trabalho que Elvino desenvolveu em defesa da justiça e da democracia. Em consequência, muitos participantes destacaram o impacto do seu legado no movimento cívico.

O tributo integrou o Programa Nacional das Cerimónias Centrais em Homenagem a Elvino Dias e aos Mártires da Democracia, organizado sob o lema “Memória e Fé – A Vida e o Legado de Elvino Dias”. No primeiro dia do programa, lançou-se a campanha “Elvino Vive em Mim”, que convida simpatizantes da ANAMOLA e cidadãos a partilhar a foto de Elvino nas redes sociais durante uma semana.

Durante o tributo, Venâncio Mondlane elogiou a integridade e a coragem de Elvino. Segundo Mondlane, Elvino inspirou gerações de jovens advogados e activistas e manteve um compromisso firme com a justiça social. “O corpo partiu, mas o espírito, as ideias e o legado mantêm-se vivos”, afirmou Mondlane, acrescentando que a morte trouxe, paradoxalmente, ganhos cívicos importantes.

Finalmente, as cerimónias prosseguem este domingo, 19 de Outubro, com a inauguração da sede distrital da ANAMOLA em KaMubukwana, cidade de Maputo. O espaço servirá para preservar a memória e celebrar a vida do “advogado do povo”, e assim reforçar o compromisso colectivo com os valores que ele defendeu.

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