A Guiné-Bissau entrou em ruptura institucional depois de um grupo de militares anunciar, esta quarta-feira, que assumiu o controlo do país. A declaração foi transmitida pela Televisão Pública, onde o Comando Militar para a Restauração da Ordem Constitucional comunicou três decisões imediatas:
- suspensão do processo eleitoral,
- destituição do Presidente,
- fecho total das fronteiras terrestres, aéreas e marítimas.
O pronunciamento marca o início de mais um ciclo de instabilidade num país historicamente abalado por golpes e disputas de poder. Até ao momento, não há informações sobre a localização do Presidente deposto nem sobre a composição completa da nova junta.
Os militares afirmam que actuam para “restaurar a ordem constitucional”, mas não apresentaram calendário para transição nem detalhes sobre o funcionamento das instituições durante o período de controlo. Nas ruas de Bissau, a situação permanece tensa, com movimentação reforçada junto a edifícios governamentais e quartéis.





