Fluxo intenso marca travessias na Fronteira de Machipanda
A fronteira de Machipanda, na província de Manica, voltou a registar um movimento intenso de passageiros, com mais de 5.000 cidadãos a atravessarem o posto fronteiriço na semana que antecedeu a transição do ano. A maioria dos viajantes tinha como destino as províncias de Sofala, Inhambane e a própria Manica, segundo dados divulgados pela Televisão de Moçambique (TVM).
O aumento do fluxo confirma a tendência sazonal associada às festividades do Natal e do Fim de Ano, período em que milhares de cidadãos regressam às zonas de origem ou procuram destinos turísticos e familiares.
Autoridades antecipam pico ainda maior de travessias
Apesar dos números já elevados, as autoridades migratórias admitem que o ponto mais alto do movimento ainda não foi atingido. Em declarações à TVM, fontes da Migração em Manica indicam que os próximos dias poderão ser ainda mais exigentes.
“Acreditamos que o movimento tenderá a subir, uma vez que ainda é período festivo. Há muita gente que precisa de entrar e sair e, olhando para os números, tudo indica que ainda teremos uma avalanche para atender”, avançou a fonte.
O alerta não é retórico. Historicamente, os últimos dias da quadra festiva concentram os maiores volumes de entrada e saída, colocando à prova a capacidade operacional dos postos fronteiriços.
Migração reforça efectivos para evitar congestionamentos
Para responder ao aumento da procura, a Direcção Provincial de Migração reforçou o número de agentes colocados nos postos fronteiriços, numa tentativa de evitar longas filas e atrasos no atendimento.
“Estamos preparados. A direcção provincial de imigração incrementou o número de efectivos para poder responder a esta demanda”, asseguraram as autoridades.
A medida visa garantir fluidez no atendimento, segurança no controlo documental e redução do tempo de espera para os viajantes.
Turismo aproveita o fluxo para promover Manica
Enquanto a migração controla entradas e saídas, o sector de Cultura e Turismo em Manica vê no movimento uma oportunidade económica. Aproveitando o facto de Machipanda ser considerada a segunda maior fronteira de Moçambique, foi lançada uma campanha de boas-vindas para promover os principais atractivos turísticos da província.
Entre os destaques estão o Monte Binga, ponto mais alto do país, e o Parque Nacional de Chimanimani, dois cartões-de-visita com elevado potencial para o turismo interno e regional.
“Esperamos que esta campanha aumente o fluxo de turistas nos restaurantes, hotéis e que os visitantes conheçam as atracções turísticas da província de Manica”, avançou o sector.
Mais de 29 Mil pessoas devem cruzar fronteiras de Manica
As projecções oficiais indicam que, até ao fim da quadra festiva, mais de 29.000 cidadãos deverão utilizar as fronteiras da província de Manica que ligam Moçambique à República do Zimbabué. Cerca de 90% deste tráfego concentra-se nos principais postos fronteiriços, com Machipanda a liderar o volume.
O cenário confirma o papel estratégico da fronteira não apenas como ponto de passagem, mas como termómetro da mobilidade regional e da dinâmica económica sazonal.
Quando o Gargalo aguenta, a areia continua a passar
Uma fronteira em época festiva funciona como uma ampulheta: o volume de viajantes aumenta de forma abrupta, mas a fluidez depende exclusivamente da organização, dos recursos humanos e da disciplina operacional. Em Machipanda, o reforço dos efectivos procura garantir que o gargalo não bloqueie, mesmo sob pressão máxima.





