O presidente do Podemos, Albino Forquilha, líder da segunda maior força política do país, minimizou o impacto do recém-legalizado Partido Aliança Nacional para Moçambique Livre Autónomo (ANAMOLA), liderado por Venâncio Mondlane. Forquilha, cujo partido apoiou Mondlane nas eleições presidenciais de 2024, considera o novo partido não uma ameaça, mas um reforço à pluralidade política moçambicana.
Em declarações à imprensa, o dirigente afirmou que o aparecimento de novas formações políticas significa que estas “vêm também dar a sua contribuição para esse estado”.
Forquilha acrescentou que o papel dos partidos é transmitir ideias e interpretar a ideologia “ao serviço do povo”. Nesse sentido, frisou que o ANAMOLA “vem também desempenhar este papel”.
Apesar da entrada em cena do novo concorrente, o presidente do Podemos garantiu que o ANAMOLA “não constitui ameaça ao seu partido”. Ainda assim, apelou a que as novas e antigas formações políticas sejam “partidos conscientes”, que contribuam para a “harmonia e pacificação do país”, e não partidos cujo objetivo seja “atacar os outros”.
Na semana passada, Albino Forquilha esteve em Nampula, o maior círculo eleitoral do país, onde participou na conferência provincial do Podemos. Durante o evento, abordou o estatuto que lhe é conferido por lei como Líder da Oposição em Moçambique.
Forquilha confirmou que ainda não usufrui das regalias previstas, apesar de ser um direito legal. “Eu sou chamado de facto de líder da oposição em Moçambique, e por lei tenho este estatuto”, declarou. Contudo, em relação aos benefícios, sublinhou: “ainda não comecei a receber, ainda não comecei a receber isso”.
O político mostrou compreensão pelo atraso, referindo que acompanha o processo e acredita que a situação “vai ser breve”. Segundo ele, o Estado apresentou “algumas justificações” para a demora, assegurando que não é um caso isolado, uma vez que “há outros quadros que também ainda não começaram a receber os seus benefícios”.
Forquilha aproveitou a ocasião para criticar o tratamento dado pela imprensa às suas declarações sobre a falta de recebimento dos benefícios. Segundo ele, quando questionado, limitou-se a responder que ainda não recebia, mas compreendia o processo.
Criticou, entretanto, a forma como a informação foi veiculada, transmitindo a ideia de que estaria a reclamar: “agora circula dizer que está a reclamar; é quem escreveu isso que, se calhar, é que está a reclamar”.
O líder do Podemos reforçou que não está preocupado com a situação: “não estou muito preocupado com isso porque estou a viver, estou a trabalhar”. Contudo, sublinhou: “é de lei e sei que qualquer dia o Estado vai cumprir isso”.
A conferência provincial do Podemos em Nampula encerrou com a nomeação e tomada de posse de Gervão Mucopa como primeiro secretário provincial do partido.
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