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Filho de Robert Mugabe declara-se culpado em caso de arma de fogo em Joanesburgo

Bellarmine Mugabe, filho do antigo presidente do Zimbábue Robert Mugabe, declarou-se culpado de crimes relacionados com arma de fogo e imigração ilegal no Tribunal de Magistrados de Alexandra, em Joanesburgo, segundo o portal de notícias iharare.com.

O caso envolve ainda o seu primo, Tobias Matonhodze, que confessou ter disparado contra Sipho Mahlangu durante um incidente violento ocorrido em fevereiro de 2026 numa residência em Hyde Park, Joanesburgo.

Os dois arguidos encontram-se detidos desde 19 de fevereiro de 2026, após o tiroteio que deixou Mahlangu gravemente ferido.

De acordo com o iharare.com, Mahlangu foi atingido quando tentava fugir do local, tendo sofrido dois disparos nas costas.

Confissão directa em tribunal

Durante a audiência, Tobias Matonhodze assumiu responsabilidade pelos disparos.

“Eu atirei duas vezes nele pelas costas”, declarou o arguido em tribunal, citado pelo iharare.com.

Matonhodze responde por tentativa de homicídio, posse ilegal de arma de fogo, posse de munições, obstrução da justiça e imigração ilegal.

Após a sua confissão, a acusação de tentativa de homicídio contra Bellarmine Mugabe foi retirada, uma vez que não ficou provado que este tenha disparado a arma.

Mugabe admite acusações e oferece deportação

Bellarmine Mugabe declarou-se culpado de apontar uma arma de fogo e de permanecer ilegalmente na África do Sul.

Segundo o iharare.com, a defesa do arguido afirmou em tribunal que Mugabe está disposto a financiar a própria deportação para o Zimbábue e a pagar multa, numa tentativa de evitar pena de prisão.

O advogado de defesa, Laurence Hodes SC, pediu ao tribunal a aplicação de uma pena suspensa, argumentando que a medida seria suficiente como advertência.

“Uma sentença suspensa servirá como advertência, juntamente com multa monetária e compensação à vítima”, afirmou a defesa.

Arma desaparecida e investigação em curso

O tribunal foi informado de que a arma usada no tiroteio continua desaparecida. A polícia sul-africana não conseguiu recuperar o armamento durante a investigação.

O Estado destacou como fatores agravantes o uso de arma de fogo ilegal e a situação migratória irregular dos dois arguidos.

O investigador do caso, Coronel Raj, afirmou em tribunal que a arma não foi localizada, segundo o iharare.com.

Sentença adiada

O processo entrou na fase de sentença e foi adiado para 24 de abril de 2026.

O tribunal deverá avaliar a compensação à vítima, a cooperação dos arguidos na investigação e a gravidade das infrações antes de proferir decisão final.

Matonhodze enfrenta possibilidade de pena de prisão efetiva por tentativa de homicídio. Bellarmine Mugabe poderá ser condenado a multa, pena suspensa ou deportação.

horacertanews

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